Eliminados por brasileiros, Ricardo/Emanuel dão adeus à corrida olímpica
Medalhistas de ouro em Atenas, há 11 anos, os veteranos Ricardo e Emanuel podem até estar nos Jogos Olímpicos do Rio, mas agora dependem da boa vontade da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Nesta sexta-feira, eles foram eliminados por Alison/Bruno Schmidt nas oitavas de final do Grand Slam de Long Beach, nos Estados Unidos, e não têm mais…

Medalhistas de ouro em Atenas, há 11 anos, os veteranos Ricardo e Emanuel podem até estar nos Jogos Olímpicos do Rio, mas agora dependem da boa vontade da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Nesta sexta-feira, eles foram eliminados por Alison/Bruno Schmidt nas oitavas de final do Grand Slam de Long Beach, nos Estados Unidos, e não têm mais possibilidades matemáticas de fechar a corrida olímpica em primeiro.
Pelo critério estipulado pela CBV, vai à Olimpíada a dupla que mais somar pontos em nove eventos do Circuito Mundial, considerando dois descartes. Destes, seis torneios já aconteceram. O Grand Slam de Long Beach é o sétimo, o de Olsztyn (Polônia), na semana que vem, o oitavo, e o Open do Rio, evento-teste da Olimpíada, o nono.
Com 2.760 pontos, Ricardo e Emanuel podem alcançar no máximo 3.460. Assim não têm mais como ultrapassar nem Evandro/Pedro Solberg (3.560), muito menos Alison/Bruno Schmidt. Os campeões mundiais se classificaram para as semifinais. Ainda que terminem em quarto, vão a 3.680 pontos. Se forem campeões, praticamente se garantem na Olimpíada, com 3.920 pontos – precisariam ir às oitavas de final no próximo Grand Slam, apenas.
A segunda vaga na Olimpíada será definida pela CBV ainda este ano, por critérios técnicos, mas priorizando quem ficar em segundo no ranking. Ricardo e Emanuel contam com a experiência como argumento a favor, mas os resultados dos veteranos não têm sido bons. Este ano, não chegaram à semifinal de nenhum torneio do Circuito Mundial.
Em Long Beach, perderam de Alison/Bruno por 2 sets a 1 – com parciais de 21/16, 16/21 e 15/12. Evandro e Pedro Solberg também ficaram pelo caminho nas oitavas de final, derrotados por Böckermann/Flüggen, da Alemanha, também em três sets: 19/21, 21/19 e 15/13.
Alison e Bruno Schmidt, diferente dos rivais, começaram o dia nas eliminatórias. Ali, reeditaram o resultado da final da primeira etapa do Circuito Brasileiro 2015/2016, no fim de semana passado, vencendo os estreantes Saymon/Guto por 2 sets a 1 (21/16, 18/21 e 16/14).
Os campeões mundiais eliminaram Ricardo/Emanuel nas oitavas e depois, nas quartas, bateram os alemães Böckermann/Flüggen por 2 sets a 0 (21/17 e 21/13). Neste sábado, nas semifinais, jogam contra os holandeses Brouwer/Meeuwsen.
FEMININO – Entre as mulheres, o Brasil tem apenas uma dupla nas quartas de final, que serão jogadas no sábado. Para chegar nesta etapa, Larissa e Talita precisaram jogar apenas uma vez nesta sexta-feira, uma vez que venceram o grupo delas. Nas oitavas, fizeram 2 sets a 0 (21/16 e 21/11) em Fopma/Hochevar, dos Estados Unidos.
Quem fez feio foi Ágatha/Bárbara, eliminadas nas oitavas por uma dupla de Vanuatu – Pata/Matauatu – com a derrota por 2 sets a 1 (21/12, 19/21 e 15/13). Na mesma fase, Juliana/Maria Elisa caíram diante das alemãs Ludwig/Walkenhorst por 2 a 0 (21/19 e 21/18).
Juliana/Maria Elisa vinham de vitória, na repescagem, sobre Valjas/Broder, do Canadá, por 2 a 1 (14/21, 21/10 e 15/13). Nesta mesma fase, Maria Clara e Carol foram eliminadas. As irmãs cariocas perderam para as alemãs Laboureur/Sude, também em três sets, com parciais de 17/21, 21/19 e 15/10. Assim, as filhas da ex-jogadora Isabel dão adeus à corrida olímpica.
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