Em breve, carros serão capazes de detectar humor do motorista

O sistema mudaria o tom da iluminação da cabine para relaxar os motoristas Divulgação Dirigir pode ser uma terapia em alguns momentos e grande fonte de estresse em outros. Seguindo o exemplo de celulares e outros gadgets, que analisam impressões digitais e batimentos cardíacos do usuário, em um futuro muito próximo, os carros vão poder […]

Escrito por: Thiago Lasco2 min de leitura
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O sistema mudaria o tom da iluminação da cabine para relaxar os motoristas

Divulgação

Dirigir pode ser uma terapia em alguns momentos e grande fonte de estresse em outros. Seguindo o exemplo de celulares e outros gadgets, que analisam impressões digitais e batimentos cardíacos do usuário, em um futuro muito próximo, os carros vão poder detectar o humor do motorista e responder a ele.

O mais recente passo nesse sentido acaba de ser mostrado pela Peugeot. A marca francesa apresentou o Chrysalide Concept, protótipo que traz uma câmera instalada na cabine que registra e analisa as feições de quem está ao volante.

Caso o condutor esteja estressado, cansado ou irritado, o sistema muda o tom da iluminação da cabine, selecionando cores que podem ajudar a combater as causas do estresse ou da sonolência.

O som e os aromas do ambiente e até a massagem feita pelo banco também são ajustadas, conforme as preferências previamente definidas pelo motorista. Tudo para deixá-lo em um estado emocional mais favorável para guiar – calmo ou alerta, conforme o caso.

A PSA, que reúne Peugeot e Citroën, pretende aplicar uma versão mais simples dessa tecnologia nos carros das duas marcas. As vendas na China começam em 2016.

Precursor

Não é a primeira vez que um veículo reage a sinais físicos do usuário. No Salão de Tóquio de 2007, a Nissan exibiu o Pivo 2, carrinho elétrico para três pessoas com uma cabeça de robô próxima à direção. Os “olhos” eram câmeras digitais que capturavam as mudanças na expressão facial do motorista, enquanto um microfone registrava sua voz e analisava o volume e a velocidade da fala.

Conforme o humor demonstrado pelo condutor, o robô dizia frases como “Relaxe, não se preocupe”. Para o chefe de design da marca à época, Masato Inoue, o Japão é um dos melhores mercados para testar essas novidades porque a cultura japonesa é mais aberta do que as outras para ver máquinas como amigos. “Queríamos criar um carro ao qual as pessoas pudessem se apegar”, disse.

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