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A atmosfera rural de Île d’Orléans

Escrito por: Nathalia Molina3 min de leitura
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A atmosfera rural de Île d’Orléans

Divulgação

O francês Bernard Monna chegou a Île d’Orléans no início dos anos 1970. Na ilha no Rio Saint-Laurent, cultiva cassis e faz saborosos produtos com a frutinha, como vinho para aperitivo, geleia e creme. Île d’Orléans é uma área de Quebec essencialmente rural, com vilarejos e casarões históricos – foi um dos pontos onde começou a colonização francesa no Canadá.

Acessível por uma ponte em frente ao Parque de La Chute-Montmorency, com uma queda d’água de 83 metros, a ilha se estende pelo Rio Saint-Laurent e oferece a oportunidade de explorar o rico agroturismo da província, a 5 quilômetros de Quebec.

Na entrada da ilha, o Cassis Monna & Filles é um dos 25 participantes da rota gourmet Le Parcours Gourmand e funciona numa bonita casa, aberta à visitação de maio a novembro – no restante do ano é preciso agendar. Anne e Catherine, filhas de Bernard, estão à frente do negócio, com uma plantação de 50 mil metros quadrados de cassis e produção anual média de 30 mil garrafas.

São famosos os morangos de Île d’Orléans. A fruta levou Catherine Trudel e Vincent Paris a fundar a Confiturerie Tigidou. Nascidos e criados na ilha, rodaram o mundo antes de voltar para casa e começar a produzir geleias e compotas. Aberto à visitação de junho a outubro, o lugar é uma graça, com mobiliário de época. O casal jovem mantém uma produção pequena, caprichada, com açúcar orgânico e ervas do jardim de casa.

Adiante
Estique além de Île d’Orléans e siga ao longo do Rio Saint-Laurent em direção a Charlevoix. A região é procurada para observação de baleias. Barcos partem de Saint-Siméon, de Baie-Sainte-Catherine e de Tadoussac, todas no parque marinho Saguenay-Saint-Laurent, vizinho a Charlevoix. Levam gente para ver as gigantes do mar, que vão ali para se alimentar do verão ao outono. Espécies mudam conforme a época. A baleia azul costuma aparecer entre agosto e outubro. A jubarte, em junho e julho.

Charlevoix inspirou obras do Grupo dos Sete, pintores que marcaram a arte canadense na década de 1920 retratando paisagens do país. Especialmente o vilarejo de Baie-Saint-Paul, onde floresceu o Cirque du Soleil.

A 100 quilômetros de Quebec, Baie-Saint-Paul atrai artistas ainda hoje, inspirados por seu vale e suas casas centenárias. No centrinho, as ruas estreitas enfileiram lojas, restaurantes e o Museu de Arte Contemporânea (macbsp.com). Nos arredores, estão participantes da Route des Saveurs, a rota dos sabores de Charlevoix. Aproximadamente 30 produtores rurais e chefs introduzem os visitantes ao melhor do agroturismo, a Charlevoix autêntica.

No vilarejo de Saint-Urbain, Isabelle Mihura e Jean-Jacques Etcheberrigaray criam patos mulard artesanalmente. Os produtos da La Ferme Basque, como patês e rillettes, têm selo de procedência.

Para completar a cesta de piquenique, brioches e croissants da Boulangerie Meunerie La Rémy (moulindelaremy.com), padaria em Baie-Saint-Paul, feitos com a farinha de trigo orgânica processada ao lado, no moinho de água construído em 1827.

A Maison d’Affinage Maurice Dufour é fábrica e loja do premiado produtor de queijos que dá nome à casa. Prove Le Bleu de Brebis, azul feito com leite de ovelha, e Le Migneron, que deu notoriedade à queijaria.

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