Em visita a São José dos Campos, Zetti fala sobre a Copa do Mundo
O ex-goleiro do São Paulo Futebol Clube e da seleção brasileira, Armelino Donizetti Quagliato, o Zetti, participou nesta terça-feira (10) de um bate-papo sobre a carreira, títulos e a atual seleção comandada por Luiz Felipe Scolari, no Sesc de São José dos Campos.


Zetti acredita na seleção brasileira, mas diz que falta impor um padrão de jogo
Flávio Pereira/Meon
O ex-goleiro do São Paulo Futebol Clube e da seleção brasileira, Armelino Donizetti Quagliato, o Zetti, participou nesta terça-feira (10) de um bate-papo sobre a carreira, títulos e a atual seleção comandada por Luiz Felipe Scolari, no Sesc de São José dos Campos.
Zetti, com a camisa do Tricolor Paulista, foi multi-campeão. São dois Campeonatos Paulistas (1991 e 1992), Campeonato Brasileiro (1991), duas Libertadores (1992 e 1993), Copa Intercontinental (1992 e 1993), Recopa Sul-Americana (1993 e 1994). Além disso, o ex-jogador foi campeão da Copa do Mundo de 1994, vestindo a camisa da seleção brasileira.
“Não sonhava ir para a seleção. Vesti a camisa do Brasil em 1993, participei das eliminatórias, fui para a Copa de 1994 e estar presente em uma Copa do Mundo é um Oscar para o atleta. É o máximo. Fui reserva do Taffarel, mas foi muito bom. Até hoje sou reconhecido, mesmo reserva”, afirma o ex-goleiro, que trouxe boa parte da torcida são paulina para o Sesc da cidade.
O jogador também aproveitou para falar sobre a sensação de disputar uma Copa do Mundo. Às vésperas da maior competição de futebol do mundo, Zetti explica que a ansiedade é um dos maiores problemas durante a disputa.
“É muito difícil controlar a ansiedade. A expectativa de começar o jogo é muito tensa, é pressão. Você precisa pegar na bola, ter o contato com a bola. Eu precisava fazer isso para saber como ia ser o meu jogo. É uma responsabilidade muito grande, temos que ter medo para ter noção do que está acontecendo”, diz.
Favoritos?
Apesar de jogar a Copa dentro de casa, o ex-atleta acredita que muitas equipes estão na disputa do título da competição. Além disso, Zetti afirma que a seleção precisa impor um padrão de jogo.
“Gostei muito dos jogos, mas o Brasil precisa de algo mais. Se fossemos pesar o favoritismo, colocaríamos a Alemanha, a Argentina e a Espanha, que está defendendo o título. Temos ótimos jogadores, mas começamos muito tarde. Tínhamos que ter um treinador trabalhando por quatro anos e teríamos uma seleção favorita”, explica.
Por fim, o segundo goleiro da seleção brasileira campeã do mundo de 1994, falou sobre a carga de Neymar ser ‘o cara’ do grupo, como foi Romário na época.
“Eu confio na seleção. O caminho é esse e não tem mais volta. O esquema do time é esse, mas ainda não tem um padrão de jogo. Em 1994 jogávamos em função do Romário e do Bebeto e hoje, tem que jogar em função do Neymar. Ele é diferenciado, mas desequilibra fora da área, diferente do ataque de 94”.
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