Embraer apresenta prejuízo acumulado de R$3,6 bilhões em 2020

A fabricante brasileira de aeronaves teve receita de R$ 4 bilhões no terceiro trimestre, um valor 13% menor do que no mesmo período de 2019

Escrito por: Da redação2 min de leitura
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Divulgação/Embraer
Divulgação/Embraer

A Embraer registrou prejuízo líquido de R$649 milhões no terceiro trimestre de 2020, o balanço foi divulgado pela própria fabricante nesta terça-feira (10). Nos meses de julho, agosto e setembro do ano passado, a empresa teve um prejuízo de R$314,4 milhões, quase metade do valor deste ano.

No acumulado do ano, o prejuízo é de R$3,6 bilhões, equivale a 703,5% maior do que nos nove meses de 2019, quando o prejuízo acumulado foi de R$ 449 milhões.

A Embraer informou que a queda nas entregas de aeronaves, especialmente da Aviação Comercial, foi o que mais impactou as finanças da companhia. Os resultados e despesas também foram impactados pela alta do dólar em relação ao real.

No terceiro trimestre de 2020, a fabricante entregou, ao total, 28 jatos no período, sendo sete jatos comerciais e 21 jatos executivos – 19 leves e dois jatos grandes. Isso se compara a um total de 44 jatos entregues no mesmo período do ano passado.

No acumulado deste ano, a empresa entregou 16 jatos comerciais e 43 jatos executivos, um valor 49,5% menor no comparativo do mesmo período de 2019, onde foram entregues 54 jatos comerciais e 63 jatos executivos.

“As entregas da Embraer em 2020 estão sendo impactadas negativamente, principalmente devido à pandemia Covid-19, que continua afetando o mundo e especialmente as viagens aéreas comerciais. A Companhia espera que as entregas do quarto trimestre continuem melhorando em relação aos três primeiros trimestres do ano, principalmente no segmento de Aviação Executiva, que normalmente apresenta um alto nível de sazonalidade com grande parte das entregas anuais ocorrendo no quarto trimestre”, diz trecho do documento divulgado pela empresa.

De acordo com a Embraer, a carteira atual de pedidos permanece praticamente estável em 15,1 bilhões de dólares, em razão do baixo nível de entregas no ano, a não concretização de novas vendas e a ausência de pedidos de cancelamentos de aeronaves.

A maior parte dos clientes pediu a postergação do recebimento de aeronaves previamente contratadas para os próximos anos em razão da crise no setor aéreo provocada pela Covid-19.

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