Embraer concede licença a funcionários para ajuste de sistema da divisão comercial
Até sexta-feira, os sistemas que foram separados passarão por ajustes e testes finais


Evento de ampliação da unidade de Eugênio de Melo, que aconteceu nesta terça
Divulgação/Embraer
A Embraer anunciou nesta terça-feira (21) que decidiu conceder licença remunerada aos funcionários pelos próximos três dias, devido à implementação da segregação interna do negócio de aviação comercial no âmbito da parceria estratégica com a norte-americana Boeing.
A Embraer está fechada desde dezembro do ano passado, quando os trabalhadores entraram em recesso. O afastamento dos trabalhadores foi ampliado com as férias coletivas, que teve início no último dia 6 de janeiro. A previsão era de que os funcionários voltassem ao trabalho nesta terça-feira.
Até sexta-feira (24), os sistemas que foram separados ou duplicados passarão por ajustes e testes finais que, segundo a Embraer, são extremamente importantes para a constituição de duas empresas independentes e prontas para operar com total qualidade.
Já a consumação da parceria com a Boeing, que prevê a criação de uma joint venture, ainda está sujeita à aprovação da Comissão Europeia e pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
Enquanto a concretização da Boeing Brasil-Commercial, como será chamada a nova empresa, não acontece a Embraer permanece com total controle sobre suas operações.
Ampliação fábrica Eugênio de Melo
A Embraer inaugurou nesta terça-feira as novas instalações da unidade de Eugênio de Melo, em São José dos Campos. O evento foi interno e dedicado aos funcionários, que retornaram das férias coletivas. Em agosto de 2019, a fabricante de aeronaves havia anunciado investimentos na ordem de US$ 30 milhões (R$ 120 milhões) para expansão da unidade.
Com a ampliação, a planta ganha quatro novos prédios, aumentando a capacidade das instalação de 1.500 para mais de 4.000 trabalhadores. A obra em Eugênio de Melo começou em maio e a conclusão estava prevista para o último trimestre de 2019, expandindo a área construída e de lazer dos atuais 70 mil metros quadrados para 110 mil.
À época do anúncio do investimento, a Embraer havia informado que a unidade de Eugênio de Melo se transformaria em um centro global de engenharia e tecnologia, para o desenvolvimento de projetos e soluções no setor de defesa e segurança, mobilidade aérea, aeroespacial entre outros negócios de base tecnológica.
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