Empresários são presos em Campinas por financiar morte de promotor

Operação Pronta Resposta também mira líder da facção

Escrito por: Da redação2 min de leitura
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Dois empresários foram presos na manhã desta sexta-feira (29), em Campinas (SP), suspeitos de financiar um plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para assassinar o promotor Amauri Silveira Filho, do Ministério Público de São Paulo (MPSP). Um comandante da Polícia Militar também estaria entre os alvos do grupo.

As prisões ocorreram nos bairros Cambuí e Alphaville durante a Operação Pronta Resposta, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em parceria com o 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep).

Quem são os presos

Maurício Silveira Zambaldi, conhecido como “Dragão”, é dono da loja de motos Dragão Motors, na Vila Joaquim Inácio, em Campinas. Segundo o Ministério Público, ele é apontado como um dos principais financiadores do PCC, usando o comércio de veículos como fachada para lavar dinheiro do tráfico.

José Ricardo Ramos teria sido encarregado de monitorar a rotina do promotor, identificar locais frequentados por ele e providenciar veículos blindados e operadores para executar o atentado.

Mandante foragido

A operação também tem como alvo Sérgio Luiz de Freitas Filho, o “Mijão”, integrante da cúpula do PCC e considerado um dos maiores operadores do tráfico de drogas no Brasil. Ele está foragido há mais de 19 anos e, segundo as investigações, vive na Bolívia, de onde continuaria comandando esquemas de tráfico internacional e lavagem de dinheiro.

Detalhes do plano

De acordo com o MPSP, os empresários financiaram a compra de veículos, armas e a contratação de executores para matar o promotor. O objetivo seria interromper investigações que atingem a facção em casos de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa armada.

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