Empresas de São José transformam lixo em dinheiro
As empresas sediadas no Parque Tecnológico de São José dos Campos encontram novas formas de lucrar com o lixo. Um mercado crescente no Brasil, motivado pela implantação da Lei Federal de Resíduos Sólidos (12.305/2010), que entra em vigor à partir de agosto em todo o país.


Empresas de São José transformam borracha de pneu em dormentes
Divulgação/Metal Américas
As empresas sediadas no Parque Tecnológico de São José dos Campos encontram novas formas de lucrar com o lixo. Um mercado crescente no Brasil, motivado pela implantação da Lei Federal de Resíduos Sólidos (12.305/2010), que entra em vigor à partir de agosto em todo o país.
Segundo a lei, tanto prefeituras, quanto indústrias, devem dar um destino certo para os resíduos sólidos, como pneus, vidros, madeiras, entre outros. A medida prevê a redução, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final desses resíduos. Uma destas empresas, a Metal Américas, desenvolveu em seu centro de pesquisa, uma tecnologia capaz de regenerar a borracha do pneu.
De acordo o coordenador da pesquisa, Vitor Alexandre Silva, a Vale S.A é uma das parceiras no projeto e está usando a borracha reciclada, como dormente nos trechos de passagem de nível nas ferrovias. Outro colaborador é o Instituto Fraunhofer, da Alemanha, que pretende adptar a ideia para as linhas de metrô na Europa.
Ao todo são 70 mil passagens de nível no Brasil, administradas pela Vale, com 2 km de extensão cada. A cada metro é preciso um dormente, que normalmente é feito de madeira tipo mogno, concreto ou de polímero, conhecido como madeira plástica. O custo varia entre R$ 700 e R$ 1.200 por peça. “Com o dormente de borracha, a empresa vai resolver o problema do descarte do pneu e economizar, produzindo seus próprios dormentes. Estamos falando de um negócio em torno de R$ 60 bilhões em material reciclável “, destaca Silva.
Movidos a Lixo
Outro projeto pioneiro desenvolvido pela TPG (Tecnologia em Petróleo Gás e Energias Renováveis) é capaz de transformar lixo orgânico em GNV (Gás Natural Veicular). A empresa encontrou uma forma de um aterro sanitário produzir gás suficiente para manter a frota de carros oficiais da cidade. “Já estamos trabalhando em cinco cidades, e tem dado certo. Fácil de implantar, precisa apenas de um tanque e tratamento químico”, conta Alan Santos, gerente de comunicação da empresa, em São José dos Campos.
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