Empresas e universidade iniciam projeto com pecuaristas da RMVale

Segundo a Fibria, projeto atingirá cadeia produtiva do leite de dez cidades

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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20160122_Pecuária Leiteira_vale do paraíba_(Divulgação/Fibria)

Segundo a Fibria, projeto atingirá cadeia produtiva do leite de dez cidades

Divulgação/Fibria

A Fibria, o Sebrae-SP, a Comevap (Cooperativa de Laticínios do Médio Vale do Paraíba) e a Unitau (Universidade de Taubaté), iniciarão o projeto Pecuária Leiteira, que atingirá cerca de 50 pecuaristas de dez cidades da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte).

De acordo com o gerente-geral de Sustentabilidade da Fibria, Fausto Camargo, o objetivo é possibilitar a capacitação técnica dos produtores de leite da região e estruturar seus processos de gestão administrativa.

“Os pecuaristas vão participar de workshops sobre negócios, além de oficinas nas próprias fazendas, com orientação técnica, capacitando-os a aumentar a produção, com base em um planejamento integrado da propriedade, diminuindo custos e aumentando a qualidade do leite”, afirma Fausto.

De acordo com a empresa, o projeto traz duas linhas de parcerias. A primeira é entre a Fibria, o Sebrae-SP, Comevap e Unitau, que realizam o atendimento de 40 pecuaristas associados, distribuídos nas cidades de  São Luiz do Paraitinga, Redenção da Serra, Lagoinha, Cunha, Taubaté e Pindamonhangaba.

O Departamento de Ciências Agrárias da universidade também deverá sediar um Laboratório de Bromatologia, em que serão realizadas análises do leite, colaborando para a avaliação e consequente melhoria do produto local.

A segunda parceria acontece entre a Fibria e o Sebrae-SP para o atendimento a dez pecuaristas de localidades identificadas pela Fibria com possibilidade de desenvolver o processo silvipastoril em Jacareí, Guararema, Jambeiro e Caçapava.

Esse sistema envolve a produção simultânea de floresta e pastagem para o gado, em uma mesma área, utilizando técnicas de manejo específicas para a integração da produtividade, sendo uma parceria inédita na RMVale.

“Esse sistema favorece a criação do gado por permitir um maior conforto no habitat, além de promover a melhoria da qualidade e fertilidade do solo. A presença das árvores contribui significativamente na absorção de dióxido de carbono e metano, gases responsáveis pelo aquecimento global”, explica Fausto Camargo.

Para Jardel José Busarello, consultor em agronegócios do Sebrae-SP e gestor do projeto, as ações foram estrategicamente desenhadas. “A produção regional tem grande potencial, já que estamos em uma das maiores regiões consumidoras do país. Nosso projeto é baseado no tripé ‘acesso à tecnologia, ao mercado e serviços financeiros e gestão empresarial’. O apoio de parceiros é fundamental para uma gestão compartilhada assertiva com resultados sólidos”, avalia Busarello.

Ainda de acordo com o gerente-geral de Sustentabilidade da Fibria, o projeto beneficiará a comunidade local, que ganha com o fortalecimento das associações, o aumento de produtividade e a comercialização do leite.

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