Empresas e universidade iniciam projeto com pecuaristas da RMVale
Segundo a Fibria, projeto atingirá cadeia produtiva do leite de dez cidades


Segundo a Fibria, projeto atingirá cadeia produtiva do leite de dez cidades
Divulgação/Fibria
A Fibria, o Sebrae-SP, a Comevap (Cooperativa de Laticínios do Médio Vale do Paraíba) e a Unitau (Universidade de Taubaté), iniciarão o projeto Pecuária Leiteira, que atingirá cerca de 50 pecuaristas de dez cidades da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte).
De acordo com o gerente-geral de Sustentabilidade da Fibria, Fausto Camargo, o objetivo é possibilitar a capacitação técnica dos produtores de leite da região e estruturar seus processos de gestão administrativa.
“Os pecuaristas vão participar de workshops sobre negócios, além de oficinas nas próprias fazendas, com orientação técnica, capacitando-os a aumentar a produção, com base em um planejamento integrado da propriedade, diminuindo custos e aumentando a qualidade do leite”, afirma Fausto.
De acordo com a empresa, o projeto traz duas linhas de parcerias. A primeira é entre a Fibria, o Sebrae-SP, Comevap e Unitau, que realizam o atendimento de 40 pecuaristas associados, distribuídos nas cidades de São Luiz do Paraitinga, Redenção da Serra, Lagoinha, Cunha, Taubaté e Pindamonhangaba.
O Departamento de Ciências Agrárias da universidade também deverá sediar um Laboratório de Bromatologia, em que serão realizadas análises do leite, colaborando para a avaliação e consequente melhoria do produto local.
A segunda parceria acontece entre a Fibria e o Sebrae-SP para o atendimento a dez pecuaristas de localidades identificadas pela Fibria com possibilidade de desenvolver o processo silvipastoril em Jacareí, Guararema, Jambeiro e Caçapava.
Esse sistema envolve a produção simultânea de floresta e pastagem para o gado, em uma mesma área, utilizando técnicas de manejo específicas para a integração da produtividade, sendo uma parceria inédita na RMVale.
“Esse sistema favorece a criação do gado por permitir um maior conforto no habitat, além de promover a melhoria da qualidade e fertilidade do solo. A presença das árvores contribui significativamente na absorção de dióxido de carbono e metano, gases responsáveis pelo aquecimento global”, explica Fausto Camargo.
Para Jardel José Busarello, consultor em agronegócios do Sebrae-SP e gestor do projeto, as ações foram estrategicamente desenhadas. “A produção regional tem grande potencial, já que estamos em uma das maiores regiões consumidoras do país. Nosso projeto é baseado no tripé ‘acesso à tecnologia, ao mercado e serviços financeiros e gestão empresarial’. O apoio de parceiros é fundamental para uma gestão compartilhada assertiva com resultados sólidos”, avalia Busarello.
Ainda de acordo com o gerente-geral de Sustentabilidade da Fibria, o projeto beneficiará a comunidade local, que ganha com o fortalecimento das associações, o aumento de produtividade e a comercialização do leite.
Posts Relacionados

Patrulha Maria da Penha detém motorista embriagada após colisão na contramão no Jardim Ismênia em SJC

Taubaté estreia no Circuito Sesc de Corridas com provas de 6 km e 10 km

Núcleo urbano do Capão Grosso obtém matrícula de regularização
