Encontro entre os candidatos têm alfinetadas bem-humoradas
Os alunos tiveram contato com as propostas de governo


Os cinco candidatos à prefeitura de São José presentes e o mediador convidado, Eduardo Pandeló
Klaus Pimenta
Em debate sem Carlinhos, candidatos a prefeito de São José dos Campos se enfrentaram e discutiram planos de governo no auditório da Univap, na quinta-feira (15), promovido pelo Diretório Acadêmico da universidade.
Nos três minutos de apresentação inicial, os candidatos não apresentaram muitas novidades e foram genéricos em relação ao que farão caso sejam eleitos. Na segunda fase, os candidatos responderam questões feitas pelos acadêmicos sobre assuntos do cotidiano, tais como o controle do “fluxo” na cidade, a vinda do UBER, mobilidade urbana, incluindo expansão viária.
Entre as respostas, as opiniões de Luiz Carlos de Oliveira (PEN) em buscar investimentos fora para trazer o VLT, sem dar detalhes sobre como conseguiria realizar esse fato. E Toninho Ferreira (PSTU), que ao ser perguntado sobre a saúde disse que precisa defender a saúde como coisa pública, já que 600 milhões de reais são destinados a saúde por ano e esse dinheiro está indo para as empresas privadas.
Os estudantes ouviram ainda sobre a revitalização do centro. Luiz Carlos e Claude Moura (PV) falaram sobre a importância do movimento no Centro até as 22 horas. Além das obras, é preciso mais segurança, atividades culturais e outras propostas para movimentar o centro. A irreverência do candidato Luiz Carlos arrancou risos e aplausos dos alunos, em cada assunto que Luiz falava.
Felício Ramuth (PSDB), mesmo sem a presença do atual prefeito, fez questão de mencionar a má gestão do candidato do PT em sua pergunta a Shakespeare, que aproveitou para alfinetar Carlinhos. “A ausência dele aqui no debate é normal, é tal qual a sua gestão, em que ele ficou três anos e meio sumido” – diz Shakespeare.
O ponto alto do debate foi a pergunta de Toninho Ferreira para Claude Moura foi sobre as doações do empresário dono de um shopping da cidade para três candidatos, totalizando R$ 400 mil. Claude recebeu R$ 100 mil e respondeu: “Concordo com a regra das empresas serem proibidas de doar dinheiro para a campanha, eu vou gastar no total R$150 mil com a minha campanha no máximo.” E Toninho, na réplica: “empresário não faz doação, faz empréstimo”, sugerindo que o candidato vencedor vai ficar devendo algo para o empresário.
Nos momentos finais, os candidatos tiveram a oportunidade de falar por três minutos sobre suas considerações. Claude convidou a todos a fazer uma reflexão política, analisar os perfis dos candidatos, com que anda, como atua e imaginar como será o governo.
Já Felício Ramuth utilizou seus três minutos para garantir que vai servir às pessoas que mais precisam e que não vai atrapalhar quem não precisa de ajuda da prefeitura, ou seja, quer simplificar alguns processos de entrada.
“Continuo sonhando com uma sociedade diferente” – disse Toninho, em seus minutos finais e alfineta novamente os adversários que receberam financiamentos de empresários nas suas campanhas.
Shakespeare Carvalho afirmou que é o candidato mais adequado, “mais presente, e sem blábláblá e sem mimimi”. Para finalizar, Luiz Carlos lembrou que apesar do pouco tempo de televisão, tem propostas sérias para a cidade.
DIRETÓRIO ACADÊMICO
André Luiz Pereira, presidente do DA 2 de Janeiro e organizador do evento, ficou contente com o resultado do debate, pois foi democrático e atendeu ao interesse do público jovem. “Nossa intenção era ser menos formal e que os acadêmicos se sentissem a vontade, para que eles se interessem mais pela política, já que futuramente serão os formadores de opinião”.
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