Espetáculo inspirado em Dom Quixote de La Mancha é apresentado em São Paulo
Inspirado no romance clássico Dom Quixote de La Mancha, o espetáculo A Razão Blindada será apresentado neste sábado (29) aos moradores do bairro Cidade Tiradentes, no extremo leste da capital paulista. Com entrada gratuita, a exibição ocorre no Centro Cultural Arte em Construção – Instituto Pombas Urbanas. Criado em 2004, o centr

Inspirado no romance clássico Dom Quixote de La Mancha, o espetáculo A Razão Blindada será apresentado neste sábado (29) aos moradores do bairro Cidade Tiradentes, no extremo leste da capital paulista. Com entrada gratuita, a exibição ocorre no Centro Cultural Arte em Construção – Instituto Pombas Urbanas. Criado em 2004, o centro se desenvolveu em um galpão do populoso bairro, que começou a partir de um grande conjunto habitacional
No palco, dois atores da Cia. Paulicea de Teatro encenam situações de aprisionamento e de opressão por abuso físico e emocional. Eles, no entanto, se encontram todos os domingos, ao entardecer, para contar histórias dos personagens do escritor espanhol Miguel de Cervantes. O texto, do argentino Aristides Vargas, se baseia também na obra A Verdade sobre Sancho Pança, de Franz Kafka, e nos depoimentos de presos políticos da ditadura argentina.
As histórias contadas na peça se passam em meio a limitações extremas, mas, mesmo assim, eles se encontram para contar histórias que “os transporta a uma aventura humana situada na imaginação”, diz o texto de apresentação do espetáculo. “Fala, sobretudo, da resistência desses personagens que usam a única coisa que lhes resta, que é a imaginação, o pensamento, a utopia. Isso apesar da tortura física ou mental”, destaca o diretor Alexandre Kavanji.
O diretor explica que o primeiro contato com o texto de A Razão Blindada foi há sete anos, quando conheceu Vargas. Em 2010, a peça foi traduzida para o português por João das Neves e apenas em novembro do ano passado o espetáculo se efetivou. “Em janeiro de 2016, fomos contemplados com um edital do Ministério da Cultura para irmos ao Equador fazer intercâmbio com o grupo Malayerba, do autor da peça”, conta Kavanji.
Ele diz que a proposta é também a de inserir no contexto latino-americano, do qual já participa em razão de outras experiências. Além disso, o diretor destaca a oportunidade de apresentar o espetáculo para o público da zona leste de São Paulo. “É um centro organizado há alguns anos e sempre discutindo as temáticas da opressão e formas de segregação. É um local onde acho que vai dar uma boa troca”, afirmou.
A apresentação será às 19h.
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