Programa do Estado promete resolver déficit habitacional na RMVale
O secretário de Habitação do Estado de São Paulo, Silvio Torres, apresentou detalhes dos programas habitacionais do governo, durante evento realizado na Câmara de São José dos Campos, nesta quarta-feira (19). Na oportunidade, ele disse que aposta nas PPPs (Parcerias Público Privadas) para resolver o déficit habitacional de aproximadamente 1,2 milhões de casas no estado – 70% nas regiões metropolitanas.

O secretário de Habitação do Estado de São Paulo, Silvio Torres, apresentou detalhes dos programas habitacionais do governo, durante evento realizado na Câmara de São José dos Campos, nesta quarta-feira (19). Na oportunidade, ele disse que aposta nas PPPs (Parcerias Público Privadas) para resolver o déficit habitacional de aproximadamente 1,2 milhões de casas no estado – 70% nas regiões metropolitanas.
A construtora é contratada pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e o Estado, por meio do programa Casa Paulista, subsidia R$ 20.000 por residência, valor ainda somado aos R$ 70.000 do projeto Minha Casa Minha Vida. Atualmente, o orçamento anual da secretaria destinado às moradias populares é R$ 2,2 bilhões.

Secretário Silvio Torres durante evento realizado na Câmara de São José
Divulgação
Em contrapartida, o governo oferece facilidades para a comercialização de lotes no bairro, após a urbanização. Cabe ao município ceder o terreno onde as casas serão construídas. Já as prefeituras serão restituídas em R$ 2.000 por casa.
“É a solução para problemas como falta de terrenos, custo alto e a questão do programa Minha Casa, Minha Vida não cobrir as necessidades dos empresários. Temos que deixar de apenas construir casas para pensar em estruturar os bairros e atrair a iniciativa privada”, afirmou.
Inviável
Com 21.910 pessoas sem moradia, São José dos Campos pode ficar de fora da PPP da habitação. De acordo com o vice-presidente da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba), José Antonio Marcondes Cesar, a medida fica inviável para a cidade. Segundo ele, os problemas seriam os altos custos dos terrenos, o que inviabilizaria os investimentos por parte do setor privado.
“Mesmo com o valor oferecido, fica inviável. Isso porque os custos aqui são mais altos. Para outras cidades talvez funcione melhor, mas aqui esse teto de financiamento precisaria ser elevado”, disse.
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