Governo de SP lança projeto “Não se Cale Vai à Escola” para combater a violência contra a mulher

Com 168 palestras ministradas por delegadas de polícia, iniciativa alcança 56 municípios paulistas

Escrito por: Maria Júlia da Silva Binotto2 min de leitura
Foto: Divulgação
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O Governo do Estado de São Paulo deu início nesta segunda-feira (17) à primeira fase do programa “Não se Cale Vai à Escola”. Fruto de uma parceria entre as Secretarias de Políticas para a Mulher, Educação e Segurança Pública, o projeto leva palestras educativas e ações de prevenção à violência de gênero para dentro das escolas estaduais.

Nesta etapa inicial, delegadas da Polícia Civil conduzirão 168 encontros presenciais em unidades de ensino de 56 municípios paulistas, conversando com alunos do Ensino Médio, professores e servidores.

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O foco dos encontros é conscientizar a comunidade escolar sobre o ciclo da violência e orientar sobre como agir diante de situações de risco. As palestras abordarão temas como:

  • Lei Maria da Penha: Conceitos básicos e aplicação prática;
  • Formas de Abuso: Identificação de agressões físicas, psicológicas, patrimoniais e morais;
  • Sinais de Alerta: Como reconhecer comportamentos abusivos precocemente;
  • Rede de Apoio: Mapeamento de órgãos de acolhimento e funcionamento das Delegacias de Defesa da Mulher (DDM);
  • Canais de Denúncia: Orientações sobre o uso dos serviços 180, 190 e portal do “Não se Cale”.

Critérios e Cidades do Vale do Paraíba Contempladas

A escolha das 56 cidades prioritárias teve como base as estatísticas da Secretaria da Segurança Pública sobre a incidência de boletins de ocorrência de violência contra a mulher. No Vale do Paraíba e Litoral Norte, diversos municípios receberão a ação presencial:

  • Vale do Paraíba: São José dos Campos, Taubaté, Jacareí, Guaratinguetá e Cruzeiro;
  • Litoral Norte: São Sebastião.

Integrado ao movimento estadual SP Por Todas, o programa tem duração prevista de 24 meses e busca aproximar as forças policiais da juventude, transformando o ambiente escolar em uma ferramenta ativa de proteção social.