Professora da Unicamp é presa pela Polícia Federal por suspeita de furto de material biológico

Docente foi detida em flagrante durante operação em Campinas

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
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A professora e pesquisadora Soledad Palameta Miller, da Universidade Estadual de Campinas, foi presa em flagrante na última segunda-feira (23) durante uma operação da Polícia Federal em Campinas. Ela é suspeita de furtar material biológico da instituição.

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A ação ocorreu no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal. Segundo a Polícia Federal, o material desaparecido já foi localizado e encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária para análise.

O caso teve início após a própria Unicamp comunicar o desaparecimento de itens do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada, vinculado ao Instituto de Biologia, onde a docente atuava como coordenadora.

De acordo com as autoridades, a investigação contou com apoio técnico da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Embora o conteúdo específico do material biológico não tenha sido divulgado, a suspeita poderá responder por furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismo geneticamente modificado.

A defesa da professora informou que irá se manifestar apenas nos autos do processo.

Trajetória acadêmica

Nascida em Rosário, na Argentina, Soledad Palameta Miller é doutora em Ciências pela Unicamp e atuava como professora na Faculdade de Engenharia de Alimentos desde 2025, além de manter vínculo com a universidade há mais de uma década.

A pesquisadora possui formação em Biotecnologia pela Universidade Nacional de Rosário e já atuou no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, participando de projetos voltados à imunoterapia contra o câncer.

Também realizou pós-doutorado na Unicamp com pesquisas relacionadas ao diagnóstico de doenças aviárias e à produção de vacinas veterinárias, além de colaborar em iniciativas de monitoramento de vírus zoonóticos.

Posicionamento da universidade

Em nota, a Unicamp informou que colabora com as investigações, mas destacou que não divulgará detalhes do caso neste momento para não comprometer o andamento das apurações.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal.

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