Eunício propõe destinar 30% das emendas para fundo eleitoral
Como forma de conseguir um acordo com a Câmara dos Deputados, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), defende agora que o fundo eleitoral seja abastecido com somente 30% dos valores previstos para as chamadas emendas impositivas de bancada, ao contrário do sugerido inicialmente pelo líder do governo no Senado, senador Romero Jucá…

Como forma de conseguir um acordo com a Câmara dos Deputados, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), defende agora que o fundo eleitoral seja abastecido com somente 30% dos valores previstos para as chamadas emendas impositivas de bancada, ao contrário do sugerido inicialmente pelo líder do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR), que havia proposto “pelo menos” 50% desse montante.
As emendas são umas das duas fontes previstas pelo relator da proposta, senador Armando Monteiro (PTB-PE), na criação do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. A outra é a extinção dos programas partidários em anos não eleitorais, o que geraria recursos por meio da compensação fiscal garantido às empresas de rádio e televisão.
“Acho que devemos diminuir para 30% o porcentual das emendas e não entrar nada de saúde ou educação”, afirmou à reportagem depois de explicar que está fazendo alterações no texto da proposta com o auxílio de Monteiro.
“Estamos limpando tudo no texto do fundo eleitoral. Devem ficar só as fontes velhas de receita para o fundo. Não aceito nada de fonte que mexa um centavo de Saúde e Educação, que ficarão preservados. Tem parte de emendas, desde que não entre Saúde e Educação. Não temos tempo para muito barulho”, explicou Eunício.
Quando elaborada por Jucá, a proposta original do fundo tinha como objetivo reunir aproximadamente R$ 3,6 bilhões para o financiamento das campanhas eleitorais. Desse total, R$ 2,2 bilhões viriam somente de emendas, ou seja, 50% dos R$ 4,4 bilhões previstos no orçamento para este instrumento parlamentar. Com a proposta de redução para 30%, o valor cairia para R$ 1,32 bilhão.
Essas mudanças visam um possível acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que tem criticado a proposta elaborada por Jucá. Segundo Maia, os mais de R$ 3 bilhões para os candidatos configurariam um “exagero”. Para resolver esse impasse, Eunício e Maia devem se reunir em jantar nesta segunda-feira, 25. Líderes e relatores da proposta também devem participar do encontro.
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