Everton Santos: “a equipe que mais me marcou foi o Corinthians”
Jogador joseense está de férias e concedeu entrevista para o Meon


Jogador joseense está de férias e concedeu entrevista para o Meon
Fábio Figueira/Meon
“Pra mim o que mais marcou foi o Corinthians pela grandeza, torcida, fanatismo”, diz o joseense e jogador de futebol Everton Santos, que já passou por 11 clubes profissionalmente e está de férias no Brasil. O jogador concedeu entrevista ao Meon e falou sobre a carreira e o atual momento do São José E. C.
“A situação do São José é vergonhosa. A cidade é um polo industrial, está sempre crescendo e em desenvolvimento, e o futebol daqui é uma vergonha. Ali -São José- está muito queimado, ninguém quer investir, as pessoas que estão ali são as mesmas. São José é uma baita de uma cidade, podia ter um time na primeira divisão do brasileiro”, afirma.
Neste fim de ano, o Meon preparou uma série de entrevistas com alguns jogadores joseenses, como Ricardo Goulart (Cruzeiro), Léo Costa (Artilheiro e Craque do Paulistão 2014), Juninho (Los Angeles Galaxy) e outros. Durante a entrevista, Everton também fez um balanço da temporada 2014 e o que espera para o futuro. Atualmente, Everton atua pelo Seul, da Coreia do Sul, onde tem contrato até 2015 e espera cumpri-lo.
“Tinha contrato com a Ponte Preta e fui emprestado no início deste ano para o Figueirense -SC, onde fiquei até junho. Em julho fui para o Seul definitivamente, eles compraram o percentual do meu passe que era da Ponte Preta e tenho contrato até fim de 2015, mas eles tem a opção de renovar”, conta Everton que acredita ter vivido uma boa temporada neste ano.
“Foi satisfatória a temporada, consegui no Figueirense o título do estadual, que o clube não ganhava a seis anos e fui considerado o melhor atacante. Após o campeonato me transferi para o Seul, onde também foi muito bom porque conseguimos a vaga na Champions League da Ásia, que é considerada a Libertadores deles. Tenho o pensamento de continuar lá, jogar essa Champions que começa em fevereiro, o campeão vai para o Mundial”, conta.
Segundo Everton, a principal diferença do futebol da Ásia para o Brasil é a “entrega” dos jogadores taticamente. “Eles são muito responsáveis, correm demais, não tem o improviso do brasileiro, mas eles compensam e fazem com que o jogo se torne mais difícil por eles serem bem responsáveis e fortes fisicamente”, diz.
Everton foi um dos jogadores joseenses que passaram ou tiveram o intercâmbio do treinador e ex-goleiro Nilton Moreira, para chegar ao primeiro clube. “Comecei no São José e profissionalmente no Santo André. Eu treinava no São José e quando não tinha campeonato jogava pelo Moreira, foi num desses jogos que consegui ir para o Santo André”, conta.
Desde a passagem pelo time do ABC Paulista, o joseense já atuou por vários times como o São Bernardo, Bragantino, Corinthians, PSG (França), Fluminense, Albirex Niigata (Japão), Goiás, Ponte Preta, Seongnam (Coreia do Sul) e Figueirense.
O jogador no entanto, não deseja mais jogar no Brasil. “O momento é de dar uma saída mesmo até porque aqui no Brasil está muito difícil de receber em dia e no exterior não tem esses problemas. É mais seguro jogar fora, uma carreira de jogador é curta e o mais importante é você fazer o pé de meia, pra ter uma vida mais tranquila depois. A carreira de jogador é ate 34, 35 anos, e depois o que vai fazer?”, diz Everton, que está com 28 anos. “Já perdi essa vontade de jogar no Brasil, é algo muito ilusório. É lógico que quando você é garoto quer jogar num time grande, mas eu não tenho mais esse desejo”, completa.
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