Ex-ministro Henrique Meirelles fala para empresários em São José

Reforma Tributária foi um dos pontos defendidos por ele

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
fundo_placeholder-023136

O ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, esteve em São José dos Campos, nesta quarta-feira (25), no evento organizado pela Lide – Grupo de Líderes Empresariais, que reúne executivos de diversos setores.

No encontro, durante um almoço, Meirelles fez um pronunciamento sobre a situação econômica do Brasil e as perspectivas para o futuro com o governo Lula, foi sabatinado por empresários e concedeu entrevista coletiva.

+ Leia mais notícias da RMVale

+ Receba as notícias do Meon pelo WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/GrkfVyt9TgB5kzD9FiFMzi 

Se dirigindo à plateia, Meirelles destacou a expectativa de um crescimento da economia entre 0,5 e 1,0 %, com inflação relativamente alta, acima da meta e juros elevados. O ex-ministro chamou a atenção para o mercado ter maior cuidado com os balanços das grades empresas para não acontecer o erro grave que ocorreu com as Lojas Americanas.

Léo Lenzi/Meon
Henrique Meirelles em São José dos Campos (Léo Lenzi/Meon)

Novo Governo

Henrique Meirelles avalia que todo novo governo traz sempre um cenário de esperança, mas tudo dependerá das ações a serem implantadas, apesar do anúncio de aumento necessário das despesas. Para ele, o ideal seria fazer corte de despesas para encontrar certo equilíbrio.

De acordo com o ex-ministro, o projeto de Reforma Tributária tem que andar, bem como uma Reforma Administrativa, como a que foi feita no estado de São Paulo, em 2021, que gerou saldo de caixa de R$ 50 bilhões gerando duas mil obras. Meirelles garante que o principal desafio do novo governo é controlar a questão fiscal e dar confiança aos empresários.

Léo Lenzi/Meon
Henrique Meirelles em São José dos Campos (Léo Lenzi/Meon)

Moeda Brasil / Argentina

Questionado sobre a moeda em discussão que poderá ser implantada por Brasil e Argentina, Meirelles explicou que ela seria utilizada por exportadores dos dois países por meio de conversões, o que na realidade seria um acerto de contas entre os bancos centrais.

A questão é que as exportações brasileiras são maiores, o que poderia gerar dificuldade nas transações comerciais. Essa moeda seria administrada diretamente pelo Banco Central de Brasil e Argentina sem passar pelo dólar. O ex-ministro disse que há possibilidade desta ideia funcionar e dar certo.

Tags:destaquemancheterotativoPublicado em: