Felicio Ramuth é atribuído para coordenar as ações de atendimento aos dependentes químicos

O plano de ações foi assinado pelo Governo de São Paulo

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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Foi anunciado nesta terça-feira (24) pelo governador Tarciso de Freitas e o prefeito de São Paulo Ricardo Nunes um plano de ações, atribuindo Felicio Ramuth, para atender os dependentes químicos e a revitalizar a área central da capital.

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O plano de ações coordenada pelo vice-governador, Felicio, gira em torna da: abordagem qualificada aos usuários por meio de profissionais especializados; oferta de várias linhas de cuidado para tratamento da dependência química; integração completa da jornada de cuidados, com acompanhamento nos equipamentos estaduais e municipais; e a plena oferta de serviços públicos em todas as frentes de atuação, por meio da atualização do cadastro único.

A ideia é contratar 200 profissionais especializados em dependência química e outros 50 de apoio para realizar as atividades. Com o apoio de 25 novas viaturas, as equipes terão todo o suporte necessário.

O Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) será reformulado e passará a atender os usuários de substâncias psicoativas e seus familiares. A unidade, servirá como uma casa de passagem com 40 vagas, além de abrigar espaços para atuação de representantes do Ministério Público, do Poder Judiciário e da Sociedade Civil, por meio dos coletivos e dos grupos de mútua ajuda.

O Estado também ampliará a capacidade de atendimento aos usuários em comunidades terapêuticas, de acordo com a indicação médica. Serão 1.000 novas vagas, sendo 500 delas para utilização imediata. Outros 264 leitos para desintoxicação também estarão disponíveis para atendimento em hospitais gerais, no Instituto de Estudo de Álcool da Universidade de São Paulo (USP Cotoxó), e na Unidade Helvétia, que será reestruturada.

Por meio do protocolo intersetorial multidisciplinar entre Estado e Prefeitura, será possível monitorar toda trajetória do usuário dentro das redes de apoio municipais e estaduais ao longo das etapas de atendimento (acolhimento, tratamento e reinserção).

Assistência, Segurança e Revitalização

Todas as atividades do Plano de Ação são voltadas para a região central de São Paulo. Eles serão monitorados por meio de câmeras inteligentes ligadas ao Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Secretaria de Segurança Pública. Dando um total de 500 dispositivos transmitindo imagens em tempo real.

Além do policiamento da área, há o auxílio da Polícia Militar e da Guarda Nacional Metropolitana. Elas poderão registrar ocorrências para fins judiciais, encaminhando-as diretamente às autoridades judiciárias, evitando o deslocamento de agentes para delegacias, exceto em casos de crimes praticados no local.

Na esfera social, o governo do estado e as prefeituras darão um aluguel de R$ 1.200 por mês para até 5 mil famílias que já utilizam equipamentos públicos municipais, como abrigos e hotéis. Os fundos serão transferidos diretamente para o proprietário. Uma nova unidade de Bom Prato Paulistano será construída na região central.

Além disso, Estado, Prefeitura, TJSP, MPSP e Defensoria Pública formarão um grupo de trabalho para discutir a implementação da justiça terapêutica. De acordo com a Lei Antidrogas, uma proposta de transação penal para os envolvidos em delitos menos agressivos relacionados à dependência química de álcool ou drogas, eles poderiam receber encaminhamentos para tratamento químico em abrigos ou unidades de internação.

Entre as medidas de reurbanização na área central, além da entrega de 190 novos apartamentos na Alameda Cleveland no final do primeiro trimestre, estão previstas 600 novas unidades habitacionais na área de Campos Elíseos; a revitalização do entorno da Praça da Sé e da estação Brás da CPTM.

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