Ex-prefeito de Taubaté, Roberto Peixoto, é preso por lavagem de dinheiro
Ele vai cumprir pena de 10 anos

O ex-prefeito de Taubaté Roberto Peixoto foi preso na tarde desta quarta-feira (16) para cumprir a pena de 10 anos e 6 meses de prisão, em regime fechado, por lavagem de dinheiro. A ordem de prisão foi expedida pelo Departamento Estadual de Execuções Criminais (Deecrim) da 9ª Região Administrativa Judiciária, em São José dos Campos.
Peixoto foi localizado e preso em sua residência, no bairro Chafariz, em Taubaté. Ele administrou o município por dois mandatos consecutivos, entre 2005 e 2008 e de 2009 a 2012.
Segundo a decisão judicial, o ex-prefeito cumpria prisão domiciliar por força de um habeas corpus concedido até a realização de uma perícia médica, que deveria avaliar se seu estado de saúde era incompatível com o cumprimento da pena em regime fechado.
Em nota, a defesa confirmou a prisão e afirmou que respeita a decisão da Vara de Execuções Criminais, mas discorda do entendimento da Justiça. Os advogados sustentam que Roberto Peixoto enfrenta graves problemas de saúde, com comprometimento cognitivo, e que não reúne condições para permanecer no sistema prisional.
A defesa informou ainda que irá adotar as medidas judiciais cabíveis, fundamentadas no princípio da dignidade da pessoa humana.
Condenação por lavagem de dinheiro
Roberto Peixoto e a esposa, Luciana Flores Peixoto, foram condenados pela Justiça Federal por lavagem de dinheiro. De acordo com o processo, o casal ocultou patrimônio por meio da aquisição de imóveis entre os anos de 2005 e 2007.
O ex-prefeito foi condenado a 10 anos e 6 meses de prisão, em regime inicial fechado. Já Luciana Flores Peixoto recebeu pena de 6 anos, 8 meses e 30 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto.
Em agosto de 2024, após o trânsito em julgado da condenação, Roberto Peixoto chegou a ser preso. Na ocasião, após audiência de custódia, a Justiça autorizou que ele aguardasse em prisão domiciliar a análise do pedido para cumprimento da pena em casa, considerando os problemas de saúde apresentados pela defesa.
Segundo os advogados, Peixoto sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), passando a apresentar limitações cognitivas e físicas, argumento que embasou o pedido de prisão domiciliar. Com a nova decisão do Deecrim, o benefício foi revogado e a pena passa a ser cumprida em regime fechado.
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