Felício tenta atrair fabricante suíça de helicópteros para São José

Kopter esteve no Brasil em agosto, participando feira de aviação executiva Labace

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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Capital da aviação brasileira e casa da Embraer, São José dos Campos vai entrar na briga para sediar a fábrica da empresa Kopter Group, fabricante suíça de helicópteros, que estuda ter uma planta no Brasil.
Em entrevista ao Meon, o prefeito Felicio Ramuth (PSDB) afirmou que conversou com diretores da companhia em agosto para apresentar a cidade.


No mês passado, a empresa Kopter Group participou pela primeira vez da feira de aviação executiva Labace e assinou contrato com uma empresa brasileira para venda de helicópteros no Brasil. Na feira, foi apresentado o modelo da aeronave chamado SH09 que, de acordo com a companhia, “é uma plataforma altamente adaptável e versátil para transportar passageiros com os mais altos níveis de segurança.”

Ao site Airway, o vice-presidente de vendas da Kopter, Christian Gras, disse que a empresa quer construir uma fábrica no Brasil. “O mercado brasileiro de helicópteros é muito expansivo e queremos fazer parte dele. Estamos negociando com os estados do Paraná e São Paulo para implantar uma fábrica no Brasil. Se tudo der certo, a construção deve começar em 2021”, afirmou Gras ao site.

Conversas
Felicio Ramuth revelou, em entrevista ao Meon, que esteve na feira e se reuniu com diretores da Kopter para demonstrar de ter a fábrica em São José. “Nós fomos atrás porque achamos que tem tudo a ver com a gente ter a produção de helicópteros aqui”, disse o tucano.

Ramuth acredita que a Embraer pode favorecer a cidade na escolha feita pela empresa. “Muitos componentes utilizados nos helicópteros são de fábricas que já estão em São José e fornecem também para a Embraer”, afirmou.

Positivo
Para Marcelo Nunes, coordenador cluster aeroespacial do Parque Tecnológico de São José dos Campos, se for concretizada, a instalação da Kopter em São José dos Campos será benéfica não só para a cadeia produtiva da cidade mas também para a própria companhia.

“Eu acho que esse convite é providencial não só para a cadeia produtiva mas também para a indústria que vai se instalar aqui porque é difícil encontrar uma cadeia produtiva qualificada, com peças e serviços que temos aqui”, disse Nunes.

“Qualquer indústria que pensar em se instalar no Brasil vai ter em mente uma cadeia produtiva preparada. E, essas empresas vindo para a região, também atraem outras indústrias pra cá”, completou.

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