Ford anuncia acordo de venda da fábrica de Taubaté
Para 38% dos entrevistados, cidade pode levar até 2 anos para se recuperar da saída da unidade, diz pesquisa

A Ford anunciou na manhã desta quarta-feira (18), por meio de nota, que assinou contrato de venda da fábrica de Taubaté com a empresa São José Desenvolvimento Imobiliário, de São Bernardo do Campo. É a mesma corporação que adquiriu a unidade fabricante de caminhões, em 2020.
A Ford não informou os valores da negociação. A finalização do negócio depende da aprovação da Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), processo que deve levar de 60 a 90 dias para ser concluído.
Fechamento
Em 11 de janeiro de 2021, a Ford anunciou que iria reestruturar seu modelo de negócios e, consequentemente, encerrar suas atividades no Brasil. No final do ano, em Taubaté, cerca de 800 funcionários foram desligados da empresa.
Durante o ano de 2021 as unidades de Horizonte, no Ceará e Camaçari, na Bahia, também encerraram suas atividades.
Impacto na região
Cidades impactadas pela saída da Ford de Taubaté podem levar até dois anos para se recuperarem, aponta estudo conduzido pela Brain Inteligência Estratégica, em 2021.
O levantamento revela também que a população de Taubaté acredita que as consequências geradas pelo fechamento da montadora devem ter um impacto maior no comércio da região e um impacto menor, para cerca de 8%, no mercado imobiliário local. Os entrevistados ouvidos pela pesquisa eram 53% mulheres e 47% homens, com 44 anos em média, respectivamente.
Quase 40% dos 247 participantes são assalariados com carteira assinada, 43% deles possuem renda familiar média de R$4 mil a R$9 mil; outros 40% recebiam de R$9 mil a R$15 mil para o sustento da família.
O levantamento, cuja margem de erro prevista é de 6%, estimou o tempo de recuperação econômica do município pelo prognóstico apresentado pelos entrevistados. Para 38% dos participantes, Taubaté pode levar até dois anos para se recuperar.
Para 31%, o impacto da saída da Ford será ainda maior e pode durar mais de cinco anos. Por outro lado, apenas 6% acreditam que a perda da fabricante norte-americana não causará impactos na economia local.
Quanto aos setores da economia que mais foram afetados pelo anúncio, para 64% dos ouvidos, o comércio é o que sofrerá o maior prejuízo, seguido da área de serviços, citada por 28%.
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