Ford de Taubaté vai suspender contrato de trabalho de funcionários
A Ford de Taubaté vai suspender o contrato de trabalho de parte dos 1.800 funcionários da unidade da montadora na cidade. Além disso, a empresa também tem negociado com o sindicato dos Metalúrgicos a concessão de férias coletivas e paradas da produção em banco de horas.


Ford de Taubaté vai suspender contrato de trabalho de funcionários
Divulgação/Ford
A Ford de Taubaté vai suspender o contrato de trabalho de parte dos 1.800 funcionários da unidade da montadora na cidade. Além disso, a empresa também tem negociado com o Sindicato dos Metalúrgicos a concessão de férias coletivas e paradas da produção, transformadas em banco de horas.
Por meio de nota, a Ford informou que as medidas tem o objetivo de ajustar o ritmo de produção à desaceleração do mercado doméstico e também à redução nos volumes para exportação.
Segundo o sindicato, o lay-off (suspensão de contrato) de alguns funcionários deve acontecer a partir de agosto.
Atualmente, a Ford está finalizando a negociação para definir o número de trabalhadores da fábrica de Taubaté que terá seus contratos de trabalho temporariamente suspensos. Segundo Cláudia Albertina, coordenadora geral do comitê sindical por empresa na Ford, a medida é uma alternativa para evitar demissão e foi aprovada pelos funcionários.
“Desde janeiro deste ano, a Ford tem procurado o sindicato dizendo que as vendas caíram. Foi aberto PDV (Programa de Demissão Voluntária) e os funcionários tiveram férias coletivas em fevereiro e junho. A empresa queria demitir, mas conseguimos negociar essa alternativa de lay-off”, explica Cláudia.
Para a representante sindical, a ideia é trazer os trabalhadores para a empresa após o lay-off. “Não queremos nenhuma demissão. A Ford lançou na semana passada o novo Ká e o câmbio manual e o motor 1.5 são feitos 100% em Taubaté. É o novo carro da Ford, com participação da unidade de Taubaté, esperamos que venda para não ocorrerem demissões”, conta.
Durante o período de lay-off, o funcionário é obrigado a frequentar curso de qualificação e o pagamento dos salários fica dividido entre governo federal e empresa, que fica desobrigada de encargos trabalhistas. Segundo Cláudia, os contratos vão ser suspensos por dois a cinco meses, conforme definido na Legislação.
Lay off em São José
Três dias após o retorno dos cinco mil funcionários que estavam em férias coletivas de 15 dias, a GM (General Motors) anunciou a pretensão de implantar o lay-off na unidade de São José dos Campos. Segundo a montadora, a medida é necessária para ajustar o volume de produção.
Nesta quarta-feira (30), os trabalhadores da GM aprovaram o processo de resistência contra os planos da montadora em adotar o sistema de lay-off e o encaminhamento de um pedido de reunião entre o sindicato dos Metalúrgicos e a presidente Dilma Rousseff.
Os trabalhadores reivindicam a assinatura de uma medida provisória que garanta estabilidade no emprego em empresas que recebam incentivos fiscais.
Posts Relacionados


Ecomuseu CSJ realiza Mutirão no Dia Mundial da Limpeza no Jardim Pararangaba

Semana Nacional do Trânsito tem ações educativas nas rodovias do Vale do Paraíba
