Ford decide manter antiga jornada na fábrica de Taubaté até agosto
Funcionários devem decidir fim da greve em assembleia nesta quinta (6)


Funcionários aderiram a greve por mudanças na jornada de trabalho
Divulgação/Sindmetau
A Ford sinalizou que vai manter até agosto a antiga jornada de trabalho, sem produção aos sábados e domingos, o que deve por fim a greve dos funcionários da unidade de Taubaté, iniciada na segunda-feira (3). A tendência é que os trabalhadores decidam em assembleia junto ao Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté.
A proposta, apresentada pelo Ministério Público em uma audiência de conciliação nesta quarta-feira (5) no TRT (Tribunal Regional de Trabalho) de Campinas, já foi aceita e pela montadora.
A tendência é que o sindicato aceite esse medida em assembleia nesta quinta-feira (6), programada para as 16h, com os funcionários do primeiro e segundo turno.
“É uma alternativa para acabar com a greve até acharmos o caminho para aprovar a nossa proposta, se eles concordarem está resolvido, voltamos ao trabalho, retomamos as conversas e os dias parados a fábrica absorve sem prejudicar os trabalhadores”, diz o vice-presidente do Sindmetau, Valmir Marques da Silva, conhecido como Biro-Biro.
O acordo apresentado em reunião deve vigorar temporariamente, até uma conciliação entre a montadora e o sindicato ou o julgamento que está previsto para acontecer no dia 9 de agosto.
Jornada
Até o dia 30 de junho, os 1.600 trabalhadores seguiam realizando a jornada “ABC”, que deve ser retomada após votação em aseembleia com toda a fábrica. O perfil de trabalho, segundo a empresa, se trata do funcionamento da produção de segunda a sexta-feira, com algumas atividades de manutenção aos sábados.
O sindicato dos metalúrgicos explica que as equipes são dividas em três, de acordo com as letras. “A turma ‘A’, maioria da fábrica, trabalha de segunda a sexta, com folga aos sábados e domingo, a turma ‘B’ fica de terça a sábado, folgando domingo e segunda, e a últiam turma, a ‘C’, trabalha de quarta a sábado e folga domingo e terça”, afirma Biro-Biro.
Crise
A mudança na escala de trabalho na fábrica teria acontecido após o fim do PPE (Programa de Proteção ao Emprego), em junho.
Durante o programa, os trabalhadores tiveram a jornada reduzida em 20%, com produção somente de segunda a quinta-feira, dedicando as sextas-feiras àrealização de cursos. O governo federal bancava 10% do salário de cada funcionário com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).
No período de vigência do PPE, os trabalhadores folgavam aos sábados e domingos. Com o término do programa, a montadora retomou a escala que vigorava anteriormente, com um dia de folga durante a semana (em dias alternados) e outro sempre aos domingos.
Montadora
A Ford informou por meio da assessoria de imprensa que está aberta para novas negociações e aprovou a prospota acordada no TRT, abonando os dias em greve. A empresa seguiu com a mesma nota oficial enviada anteriormente, confira na íntegra::
“A Ford está realizando um dos maiores investimentos nos 50 anos de história da planta de Taubaté. A confirmação desse investimento depende fundamentalmente de termos previamente negociados e acordados com o Sindicato – em especial, do restabelecimento da jornada de seis turmas. A não implementação dessa jornada ameaça seriamente a competitividade da planta.
A jornada de seis turmas foi estabelecida originalmente em 2012. Na época, foi acordado que esse regime poderia ou não ser implementado, dependendo das exigências de volume. Esse fato fundamenta o restabelecimento da jornada de seis turmas.
A Ford estará sempre aberta para negociar medidas que aumentem a competitividade e assegurem a continuidade da planta de Taubaté, além de outros temas de comum interesse.”
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