Fraudes sofisticadas já representam 23% dos ataques globais e quase 50% de todos os casos na América Latina, segundo Liminal e Unico.
Um único perfil fraudulento foi associado a 949 identidades diferentes e atacou 30 empresas distintas.

A Unico, rede líder em verificação de identidade na América Latina, lançou, em parceria com a Liminal, empresa de inteligência acionável, o Relatório de Inteligência Sobre Fraude de Identidade: Tendências e Insights, que aponta a nova fase da fraude de identidade, deixando de ser um conjunto de eventos pontuais para se consolidar como uma operação em rede, economicamente racional e amplificada por inteligência artificial generativa.
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De acordo com o Global Fraud and Risk Outlook de abril de 2026, via inteligência de mercado da Liminal, as perdas por fraude em instituições financeiras globais devem aumentar mais de 120% até 2030, passando de cerca de US$ 25 bilhões em 2025 para US$ 55,3 bilhões ao fim da década. Os dados projetados pela Liminal ganham força com as evidências colhidas pela Unico em sua base de rede entre junho de 2025 e abril de 2026, que destacam uma evolução sem precedentes na sofisticação dos ataques.
O estudo evidencia, ainda, que a barreira de entrada para ataques sofisticados praticamente desapareceu. O custo para executar uma fraude avançada caiu mais de cem vezes, impulsionado pela industrialização de ferramentas de IA generativa acessíveis via modelos de assinatura com baixo custo de entrada. Nesse novo cenário, quase 90% dos profissionais de fraude apontam conteúdos sintéticos, como documentos manipulados e personificação por bots, como uma das principais preocupações atuais.
A Unico identificou que um único perfil fraudulento foi associado a 949 identidades diferentes e alcançou até 30 empresas. Esse comportamento reforça o caráter persistente e coordenado de redes criminosas.
O relatório da Unico em parceria com a Liminal posiciona o Brasil em uma região que lidera os ataques de identidade sintética no mundo. Com 48,3% dos casos registrados na América Latina esse índice é mais que o dobro da média global de 23%, o que confirma a região como a principal vanguarda desse tipo de fraude sofisticada.
No recorte nacional, o estudo aponta os alertas de fraude concentrados em núcleos de maior atividade digital. São Paulo lidera com 22% das ocorrências (um em cada cinco casos no país), superando, sozinho, toda a região Sul. Em seguida, o Nordeste, especialmente Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, concentra 11,5% das tentativas.
“O Brasil é o principal termômetro para entender a transição da fraude. Temos um ecossistema altamente avançado, impulsionado por pautas ativas de Open Finance e regulado pela LGPD, mas é essa mesma escala que atrai ataques massivos, como as 500 mil tentativas de deepfakes bloqueadas na região”, afirma Fernanda Beato, General Manager da Unico no Brasil. “O ponto de atenção para líderes financeiros é que a verificação de identidade deixou de ser um passo de conformidade regulatória para se tornar o alicerce estratégico onde defesa conectada protege a receita e a reputação das instituições”, finaliza.
Evolução das fraudes sofisticadas
A sofisticação das tentativas de fraude avança em diferentes camadas. As falsificações de nível intermediário representam 45,8% do volume total de casos e consistem no uso de fluxos de imagem ou vídeo manipulados como as injeções simples. Já os métodos avançados que combinam múltiplas técnicas como deepfakes e manipulações físicas complexas respondem por 23,3% do total de ataques monitorados globalmente. É importante notar que, embora a média global de ataques avançados seja de 23,3%, esse índice de alta complexidade salta para quase 50% quando analisamos especificamente o cenário da América Latina. Quando bem-sucedidos esses ataques geram impacto direto na operação.
De acordo com relatório Deepfake Impact Survey da IRONSCALES, publicado em novembro de 2025, um ataque intermediário gera perdas superiores a US$ 280 mil por organização, e quase 20% dos casos ultrapassam US$ 500 mil. De acordo com análise da TechRadar de março de 2026, as perdas globais com fraudes financeiras já superam US$ 400 bilhões por ano, impulsionadas pela escalada de ataques digitais.
Em 2025, a Unico realizou mais de 1,5 bilhão de autenticações de identidade e atingiu a máxima histórica de aderência, com 99,98% de precisão e aumento significativo da utilização de prova de vida (liveness), tecnologia que age contra os ataques extremamente robustos por meio de uma análise multicamada, combinando fatores como biometria, sinais comportamentais, temperatura corporal e dados do dispositivo. A tecnologia de liveness da Unico mantém o índice FAR 0, zero fraude, que indica o bloqueio de 100% das tentativas de burlar o sistema.
Para acessar o estudo completo, clique no link: https://bit.ly/Identity-fraud-intelligence-report-pr-br

Redator
Armindo Ferreira, que acumula mais de 15 anos de experiência na cobertura de tecnologia. Ao longo da carreira, passou pela TV Globo, foi colunista de tecnologia do SBT News, apresentador da TV Thathi SBT e é autor do Blog do Armindo, um dos mais antigos veículos independentes de cobertura tecnológic…
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