Funcionários da Chery recusam proposta e continuam greve

Greve na unidade de Jacareí completa nove dias. Sindicato dos Metalúrgicos recusa proposta da montadora chinesa

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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20150406_greve chery jacareí_(Divulgação/SindMetal/SJC)

Greve na unidade de Jacareí completa nove dias

Divulgação/SindmetalSJC

Os metalúrgicos da Chery rejeitaram a proposta apresentada pela montadora chinesa e decidiram continuar com a greve, na tarde desta terça-feira (14). A reunião realizada entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São José e a empresa aconteceu nesta terça-feira na sede da montadora em Jacareí. A greve na unidade já dura nove dias e não há data para o retorno dos trabalhos, segundo o sindicato.

De acordo com Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, presidente do sindicato, a proposta não contempla as solicitações dos trabalhadores, que pedem melhores salários e melhorias nas condições do trabalho. “A proposta apresentada pela empresa é muito ruim, por isso já foi rejeitada na mesa de negociação. Enquanto a Chery não melhorar os salários e condições de trabalho, ninguém volta a produzir”, afirma Macapá.

A greve
As atividades na unidade em Jacareí estão paralisadas desde 6 de abril. Os trabalhadores reivindicam salários e direitos compatíveis com o setor automotivo. De acordo com o sindicato, a empresa está “apresentando propostas distantes da realidade do setor”, diz trecho da nota do sindicato.

Para esta quarta-feira (15), está agendada assembleia na fábrica, a partir das 9h, onde o sindicato irá expor o resultado da reunião para os metalúrgicos. Os detalhes das propostas da Chery não foram divulgados.

Outro lado
Por meio de sua assessoria de imprensa, a Chery afirma que “apresentou ao Sindicato, na manhã desta terça-feira, 14 de abril, uma nova proposta de acordo coletivo, que deve ser submetida pelo Sindicato à votação dos funcionários, em assembleia, na manhã de amanhã, dia 15. Dentre as medidas propostas estão um reajuste salarial 21,7%, sendo 16,7% imediatos e 5% em setembro, ocasião da data-base da categoria, e redução gradativa da jornada de trabalho de 44 para 42 horas semanais (em três anos)”, diz trecho da nota.

Ainda destaca que espera entrar em acordo o mais rápido possível e “reforça que, independentemente do cenário, seguirá com seu plano de expansão de produção e do polo de fornecedores no país”, completa a nota.

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