Funcionários do Hmut encerram paralisação após pagamento de salários em Taubaté

Protesto durou cerca de quatro horas e reuniu profissionais de diversos setores do hospital; atendimento aos pacientes foi mantido durante a mobilização

Escrito por: Rubens Baracho3 min de leitura
HMUT

Funcionários do Hospital Municipal Universitário de Taubaté (Hmut) encerraram, na manhã desta quarta-feira (8), a paralisação realizada em protesto pelo atraso no pagamento dos salários. O movimento começou por volta das 7h e terminou às 11h, após a confirmação do depósito dos vencimentos.

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De acordo com os trabalhadores, profissionais de diversos setores aderiram à mobilização, entre eles enfermagem, laboratório, cozinha, Central de Material e Esterilização (CME) e áreas administrativas. Apesar da paralisação, o atendimento aos pacientes foi mantido por meio de um sistema de revezamento entre as equipes.

Os funcionários afirmaram que os salários deveriam ter sido pagos até o quinto dia útil do mês, conforme prevê a legislação, mas o prazo não foi cumprido. Sem uma previsão oficial para a regularização dos pagamentos, decidiram interromper temporariamente as atividades.

A paralisação ocorre em meio ao processo de encerramento do contrato entre a Prefeitura de Taubaté e a Santa Casa de Misericórdia de Chavantes, responsável pela gestão do hospital. A administração da unidade pela organização social está prevista para terminar em 31 de julho.

Na semana passada, a Prefeitura informou que não renovará o contrato com a entidade. A decisão foi tomada em meio a um impasse envolvendo repasses financeiros e questionamentos sobre a execução do contrato de gestão.

Em nota, a Prefeitura de Taubaté informou que não há pendências financeiras referentes ao repasse mensal previsto para julho. Segundo a administração municipal, uma decisão da Justiça determinou que parte dos recursos destinados à Organização Social fosse depositada diretamente em uma conta judicial vinculada a uma ação movida por uma empresa prestadora de serviços contra a Santa Casa de Misericórdia de Chavantes. O restante do valor previsto para o mês, segundo a Prefeitura, foi transferido normalmente à entidade.

Já o Grupo Chavantes atribuiu o atraso salarial à retenção de recursos. A organização informou que o repasse mensal para a gestão do hospital supera R$ 9 milhões e que a folha de pagamento dos funcionários gira em torno de R$ 3 milhões. Segundo a entidade, apenas R$ 1 milhão teria sido depositado diretamente, enquanto cerca de R$ 4,7 milhões foram destinados ao depósito judicial, comprometendo o fluxo de caixa necessário para manter as operações.

Ainda conforme a Chavantes, a instituição nunca havia atrasado o pagamento dos salários durante sua gestão e a situação atual decorre da indisponibilidade dos recursos financeiros.

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