Fundo deve comprar fatia da Abril Educação

A família Civita, que controla a Abril Educação, avançou nas negociações para a venda de uma parte de suas ações da companhia, conforme apurou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. É esperado para os próximos dias, segundo fontes de mercado, o anúncio da venda de uma fatia da empresa de ensino. O principal nome ventilado para…

Escrito por: Conteúdo Estadão3 min de leitura
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A família Civita, que controla a Abril Educação, avançou nas negociações para a venda de uma parte de suas ações da companhia, conforme apurou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. É esperado para os próximos dias, segundo fontes de mercado, o anúncio da venda de uma fatia da empresa de ensino.

O principal nome ventilado para a aquisição é a gestora de recursos Tarpon Investimentos e, de acordo com um executivo, o preço negociado é próximo de R$ 35 por unit (depósito de ação).

Os bancos Itaú BBA e BTG Pactual foram contratados para as negociações de venda e o processo está perto de ser concluído, de acordo com fontes com conhecimento da operação. As conversas estão em andamento pelo menos desde fevereiro, quando a Abril Educação admitiu em fato relevante que seus controladores estariam analisando “oportunidades estratégicas” relacionadas à empresa.

O preço de R$ 35 representa um prêmio de 11,8% sobre o preço das units no fechamento de segunda-feira. Segundo as mesmas fontes, a fatia a ser comprada pela Tarpon é insuficiente para disparar o mecanismo conhecido como “poison pill”, o qual obrigaria a realização de oferta pública para aquisição de papéis de outros acionistas.

O processo que está sendo discutido não envolveria qualquer emissão primária de ações pela companhia e todos os recursos seriam destinados aos controladores.

O estatuto da empresa prevê que “a alienação de controle da companhia, tanto por meio de uma única operação, como por meio de operações sucessivas, deverá ser contratada sob a condição, suspensiva ou resolutiva, de que o adquirente se obrigue a efetivar oferta pública de aquisição das ações dos demais acionistas da companhia”.

Participação
Atualmente, os Civita detém 45,9% do capital social da Abril Educação. O fundo BR Investimentos possui outros 8,9%. Antes de chegar à Tarpon, a família controladora da Abril Educação havia negociado com outros fundos, como o KKR e o GP Investimentos, de acordo com fontes, mas as conversas não foram em frente.

Nos últimos tempos, a Abril Educação tem concentrado esforços na integração entre as diversas marcas adquiridas nos últimos anos. A companhia ainda trabalha para ajustar a operação de ensino de idiomas depois da aquisição da Wise Up, maior compra de sua história. Em meados de 2013, houve queda no número de alunos nesse negócio e a companhia informou que esperava fechar de 30 a 40 unidades das marcas Wise Up, Wise Up Teens e You Move. No primeiro trimestre de 2014, porém, a Abril Educação enxergou tendência de reversão da queda de alunos e reportou um crescimento de 2% no número de matrículas e de 1% na quantidade de kits de material escolar vendidos.

A Tarpon fechou o mês de março com R$ 8,9 bilhões em ativos sob gestão. Do total, R$ 7,3 bilhões correspondem a fundos de portfólio e R$ 1,6 bilhão em co-investimento. Dentre as empresas que a Tarpon já investiu estão BRF, Morena Rosa e Dufry.

Procurados, a Tarpon, o Itaú BBA e o BTG Pactual não comentaram as informações da reportagem. A Abril Educação, KKR e GP Investimentos informaram que não comentam rumores de mercado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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