Gilmar Mendes pede investigação de Romeu Zema no Inquérito das Fake News
O pedido do decano do STF ocorre após o ex-governador de Minas Gerais publicar vídeo com fantoches satirizando ministros da Corte

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, solicitou a inclusão do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), no inquérito das “fake news”. A medida tramita sob sigilo e foi encaminhada ao relator da investigação, ministro Alexandre de Moraes.
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O próximo passo do rito processual depende da manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que deverá opinar sobre a abertura ou não da investigação contra o político mineiro.
O pivô da crise: vídeo dos fantoches
O estopim para a solicitação de Gilmar Mendes foi um vídeo compartilhado por Zema em suas redes sociais. Na gravação, dois bonecos de fantoche representam os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli em um diálogo satírico sobre o escândalo envolvendo o Banco Master.
A postagem foi interpretada pela cúpula do STF como um ataque à honra e à integridade dos magistrados, além de ser vista como uma tentativa de disseminar desinformação sobre a atuação da Corte.
Histórico de conflitos
A relação entre Zema e o STF tem sido marcada por tensões públicas nos últimos meses:
Pedidos de Impeachment: Em abril, Gilmar Mendes já havia criticado duramente Zema após o ex-governador defender publicamente o impeachment e a prisão dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
“Dívida vs. Independência”: Na ocasião, o decano chamou de “contradição” a postura de Zema, lembrando que o governo de Minas Gerais recorreu ao STF para suspender o pagamento de parcelas da dívida do estado com a União.
A Resposta de Zema: O ex-governador rebateu as críticas de Mendes, afirmando que decisões judiciais favoráveis ao seu estado no passado não o tornam “submisso” ao tribunal, defendendo seu direito de criticar a atuação dos ministros.
Cenário político
O movimento de Zema é visto por analistas como parte de uma estratégia de aproximação com a base de oposição ao Supremo, focando em temas que ele denomina como a “farra dos intocáveis”.
Até o fechamento desta edição, Romeu Zema não se manifestou oficialmente sobre o novo pedido de investigação. O STF e a PGR também não comentaram o teor sigiloso do documento.
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