Greve nos correios segue com truculência na região

A Polícia Militar e o Sindicato dos Correios se desentenderam na manhã desta segunda (3), durante um piquete em frente ao Posto Central de Encomendas na Marginal da Dutra, em São José dos Campos. A situação foi normalizada com a liberação do portão principal pelos grevistas, o que permitiu o tráfego dos caminhões de entrega da unidade.

Escrito por: Elaine Rodrigues2 min de leitura
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A Polícia Militar e o Sindicato dos Correios se desentenderam na manhã desta segunda (3) durante um piquete em frente ao Posto Central de Encomendas na marginal da via Dutra, em São José dos Campos. A situação foi normalizada com a liberação do portão principal pelos grevistas, o que permitiu o tráfego dos caminhões de entrega da unidade.

Nós vamos continuar a greve, e queremos apenas que eles atendam a decisão tomaada pelo TST

Ignácio SantosSindicalista

A greve entrou no quinto dia sem avanço nas negociações. O sindicato diz ter a adesão de 70% dos trabalhadores da categoria em toda a Região Metropolitana do Vale do Paraíba. Já a assessoria de imprensa dos Correios nega a informação e afirma que apenas 16% do efetivo aderiu às paralisações.

“Estamos tentando conversar, mas a empresa não quer acordo. Vamos continuar em greve, e queremos apenas que eles atendam a decisão do Tribunal Superior do Trabalho”, disse Ignácio Augusto Aparecido dos Santos, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São José.

Entre as reivindicações dos grevistas está a manutenção do Plano de Saúde, sem as alterações realizadas em janeiro pelos Correios, que exclui os pais como dependentes e eleva a cobrança das mensalidades. O pagamento do Plano de Cargos, Carreira e Salários estabelecido em acordo coletivo, e a mudança do horário de entrega das correspondências nas casas para manhã, devido as condições climáticas.

Sem Acordo

Em nota, os Correios afirma que não vai alterar o atual plano de saúde dos funcionários e que não cobra mensalidades pelo benefício e que manterá os dependentes regularmente cadastrados. A empresa não se manifestou sobre o Plano de Cargos e Salários e a mudança dos horários.  Sobre a acusação de não quererem negociar com os grevistas, os Correios declararam que os acordos acontecem em uma Mesa Nacional de Negociação Permanente, com reuniões mensais entre a categoria e a empresa.

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