HR realiza a segunda captação de coração para transplante em Taubaté
O Hospital Regional do Vale do Paraíba realizou no último sábado (19) sua segunda captação de coração de sua história, em Taubaté. O órgão foi transplantado em uma paciente internada em São Paulo. Atualmente 197 pessoas aguardam na fila do Sistema Nacional de Transplante por um novo coração no Brasil.


Cirurgião Caio Soubhia Nunes
Arquivo pessoal
O Hospital Regional do Vale do Paraíba realizou sua segunda captação de coração, em Taubaté. O órgão foi transplantado em uma paciente internada em São Paulo, no último sábado (19). Atualmente, no Brasil, 197 pessoas aguardam na fila do Sistema Nacional de Transplante por um novo coração.
Além do coração, o HR de Taubaté extraiu ainda o fígado, rins e córneas. A doação só foi possível, porque a família da doadora, uma mulher de 38 anos, diagnosticada com morte encefálica, autorizou o procedimento.
De acordo com o diretor técnico e coordenador intra-hospitalar de doação de órgãos do HR, o cirurgião Caio Soubhia Nunes, a captação de coração para transplante demanda muita preparação. “Para doar um coração existe uma logística complexa, pois quando este órgão é retirado ele tem que ser implantado em até 4 horas. Portanto todo o processo deve ser muito preciso” afirma.
Nunes explica que quando um paciente tem suspeita de morte encefálica é iniciado imediatamente um protocolo. Três médicos diferentes realizam os exames necessários para confirmar a morte cerebral. “A partir do diagnóstico, a família que já acompanha o processo é orientada a decidir se o ente querido pode ter os órgãos extraídos para salvar outras vidas”, ressalta o médico.
Com a autorização da família, o hospital comunica a OPO (Organização de Procura de Órgãos) em Campinas, que localiza um possível receptor e inicia o processo do transplante.
Fila de Espera
Segundo o Ministério da Saúde, mais de 27 mil pessoas estão na lista de espera por algum tipo de transplante no país. Além de coração, pacientes aguardam por córneas, rins, fígado, pâncreas, pulmões e pele. Órgãos que podem ser extraídos de um mesmo doador e beneficiar diversas pessoas.
Para o cirurgião do Hospital Regional de Taubaté, a maior dificuldade ainda é encontrar doadores. “É importante que as pessoas comentem em casa, ou mesmo com os amigos, que deseja que seus órgãos sejam doados para salvar outras vidas. Percebemos que, quando existe esse fato, as famílias ficam muito mais seguras para autorizar as doações, um ato muito nobre com o próximo”, concluí Nunes.
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