Ibovespa desacelera com queda em NY e termina com alta leve

Após subir quase 2% pela manhã, impulsionada pelo pacote de medidas anunciado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na noite de segunda-feira, 19, a Bovespa devolveu parte dos ganhos e terminou com alta leve. A desaceleração foi resultado da queda das bolsas dos EUA, que também inverteram o sinal positivo visto mais cedo, devido ao recuo dos…

Escrito por: Conteúdo Estadão3 min de leitura
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Após subir quase 2% pela manhã, impulsionada pelo pacote de medidas anunciado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na noite de segunda-feira, 19, a Bovespa devolveu parte dos ganhos e terminou com alta leve. A desaceleração foi resultado da queda das bolsas dos EUA, que também inverteram o sinal positivo visto mais cedo, devido ao recuo dos preços do petróleo a balanços corporativos fracos.

No fim dos negócios, o Ibovespa subiu 0,25% nesta terça-feira, 20, aos 47.876,66 pontos. Na máxima, a bolsa atingiu 48.687 pontos e, na mínima, 47.619 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 5,369 bilhões, segundo dados preliminares. No ano, a Bovespa tem queda acumulada de 4,26%.

A Bovespa iniciou a sessão em alta, acompanhando o bom humor das bolsas europeias e dos índices futuros em Nova York, em meio às expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) anunciará um relaxamento quantitativo, no fim de sua reunião de política monetária, na quinta-feira.

O avanço da bolsa também recebeu impulso da alta superior a 6% das ações da Petrobras, depois de o Ministério da Fazenda anunciar aumento de impostos sobre combustíveis. Levy, afirmou, na noite de ontem, que o governo decidiu dobrar a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), de 1,5% para 3%, a partir de 1º de fevereiro. Além disso, informou o retorno da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) – R$ 0,22 por litro de gasolina -; o aumento do PIS/Cofins sobre a gasolina e o diesel; a alteração da cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor de cosméticos; e o aumento da alíquota do PIS/Cofins sobre importados.

Os ganhos da Vale e das siderúrgicas contribuíram para a alta da bolsa mais cedo, após serem impulsionados por indicadores econômicos da China. O Produto Interno Bruto (PIB) chinês cresceu 7,4% em 2014, abaixo da meta de 7,5% de Pequim e o ritmo mais fraco de expansão desde 1990, mas acima do aumento previsto de 7,3%. Dados de produção industrial e de vendas no varejo do gigante asiático, referentes a dezembro, também vieram acima do esperado.

A bolsa perdeu força à tarde, contudo, acompanhando o recuo dos índices acionários de Nova York, devido à queda dos preços do petróleo e decepções com balanços de empresas. Perto das 17h30, o petróleo recuava 4,78% na Nymex, para US$ 46,81. A notícia de que o Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou a projeção de crescimento global em 2015 em 0,3 ponto porcentual, para 3,5%, contribuiu para o recuo dos preços do petróleo. Caso a desaceleração seja confirmada, isso trará implicações à demanda pela commodity.

A Bovespa chegou a virar para o território negativo e renovou mínimas da sessão uma hora antes do fechamento dos negócios. Segundo operadores, além da influência do mercado externo, a piora do sentimento também foi provocada pela reavaliação dos investidores das medidas anunciadas ontem pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. O aumento de impostos seria prejudicial às empresas e, por tabela, às ações, e isso fez vários papéis passarem a cair.

As ações da Vale, Petrobras e bancos reduziram os ganhos, mas ainda terminaram no azul: No fechamento, Petrobras ON (+0,11%), Petrobras PN (+1,41%), Vale ON (+0,42%) e Vale PNA (+0,58%).

Algumas ações do setor financeiro recuaram, com Bradesco PN (-0,32%) e Banco do Brasil (-0,45%). Itaú Unibanco PN subiu 0,33%.

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