Imobiliárias da região inovam com modalidade de locação sem fiador

Seguro permite que locatário feche contrato sem a necessidade de avalista

Escrito por: Rodrigo Fernandes3 min de leitura
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Medidas buscam aquecer setor imobiliário

Arquivo / Meon

A grande dificuldade de muitos para conseguir alugar um apartamento ou casa está em encontrar um fiador –alguém disposto a ajudar e, principalmente, assumir o risco de herdar possíveis dívidas do locatário.

No entanto, já existem outras formas de oferecer garantias ao dono do imóvel que não exigem fiador. Uma delas é o chamado “seguro fiança”, modalidade que vem ganhando força nas imobiliárias da região.

O valor desse seguro corresponde a uma taxa pré-fixada acrescida da mensalidade do aluguel. A despesa pode ficar por conta do proprietário ou inquilino, conforme a negociação.

Segundo o empresário Alfredo Freitas, diretor da Nova Freitas Imóveis, a alternativa dá maior segurança ao proprietário do imóvel e comodidade ao inquilino.

“Ao não precisar de um fiador, o inquilino se livra do desgaste em ter que pedir favores a terceiros, parentes ou amigos. O seguro oferece assim absoluta tranquilidade e garantia ao proprietário e menos burocracia e custo ao inquilino”, ressalta o empresário.

Negociação

Edson Trajano, economista do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais) da Unitau (Universidade de Taubaté), afirma que tais alternativas são interessantes tanto para o proprietário quanto para o inquilino, porém ressalta que é “importante que a negociação seja bem concretizada entre ambas as partes”.

“Uma boa negociação permite que surpresas não surjam no final do mês e atrapalhem a organização financeira dos locatários”, ressalta o economista.

A morosidade de alguns imóveis conseguirem ser alugados fez com que alguns proprietários adotassem a medida de custearem o seguro fiança, como atrativo para novos inquilinos. “Alguns proprietários estavam embutindo essa garantia no preço e colocando como atrativo que o seguro fiança fosse pago pelo proprietário de maneira que houvesse um incentivo para que o imóvel fosse alugado.”, explica a advogada Marina Bandeira, delegada sub-regional do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci).

Tais práticas são acompanhadas de perto pelo Creci. “O Conselho irá verificar se a conduta do corretor está pautada dentro das diretrizes legais e, principalmente, ao código de ética da profissão”, ressalta Marina.

A delegada da sub-região de São José dos Campos também reforça um bom diálogo entre locador e locatário no momento de se fecar qualquer acordo.

Mercado em recuperação

Tais atitudes aquecem o mercado imobiliário, porém economistas estão mais cautelosos quanto à recuperação plena do setor, junto a economia do país.

“Estamos piorando, porém mais devagar. A taxa de desemprego continua alta, mas está caindo lentamente. A liberação do FGTS, por exemplo, deu certo fôlego para a economia, porém ainda estamos em uma situação delicada”, explica o economista Edson Trajano.

De acordo com o economista, o setor imobiliário precisa de maneiras atrativas para ir contra a situação atual financeira do país, o que gera um aquecimento no mercado imobiliário.

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