Obesidade avança no Brasil e impulsiona aumento silencioso da hipertensão

Crescimento do excesso de peso eleva casos de hipertensão e reforça necessidade de prevenção e diagnóstico precoce

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
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O aumento da obesidade e do excesso de peso entre adultos brasileiros tem impulsionado, de forma silenciosa, a alta dos casos de hipertensão no país. Dados do Vigitel 2025 indicam que, entre 2006 e 2024, a proporção de pessoas acima do peso passou de 42,6% para 62,6%. No mesmo período, a obesidade mais do que dobrou, subindo de 11,8% para 25,7%, enquanto a hipertensão cresceu de 22,6% para 29,7%.

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Especialistas alertam que a relação entre obesidade e hipertensão é direta e representa um dos principais desafios da saúde pública. Segundo a dra. Erika Campana, presidente do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia, o excesso de gordura corporal provoca alterações metabólicas e inflamatórias que aumentam a resistência dos vasos sanguíneos e sobrecarregam o sistema cardiovascular.

Ela destaca que a obesidade não deve ser vista apenas como questão estética, mas como uma doença crônica associada a riscos graves, como hipertensão e complicações cardíacas.

O cenário preocupa especialmente entre jovens adultos. Entre pessoas de 18 a 24 anos, o excesso de peso passou de 29% em 2019 para 41% em 2024. Nesse grupo, o consumo de ultraprocessados também chama atenção: 45,5% relataram ingestão de cinco ou mais tipos desses alimentos no dia anterior à pesquisa, o que contribui para o aumento do índice de massa corporal e da pressão arterial.

Para especialistas, o avanço desses fatores de risco reforça a necessidade de prevenção desde cedo, com acompanhamento regular de pressão arterial, peso e hábitos de vida. A hipertensão é considerada uma doença silenciosa e pode evoluir sem sintomas até estágios mais graves.

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