Jacareí pode criar novos leitos para atender pacientes infectados por coronavírus

A ideia da prefeitura é fazer uma reorganização da saúde para atender possíveis infectados

Escrito por: Jefferson Santos3 min de leitura
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Arquivo/Meon
Arquivo/Meon

O prefeito de Jacareí, Izaias Santana (PSDB), não descarta a possibilidade de criar novos leitos para atender pessoas infectadas pelo novo coronavírus (Covid-19).

Em entrevista ao Meon, o chefe do Executivo afirmou que a cidade pode ter até 156 leitos pra internação e 56 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) caso o município necessite. Apesar de não informar a capacidade de leitos atual da rede pública, o tucano informou que essa quantidade seria a soma da rede pública e privada.

Segundo Izaias, a Secretaria de Saúde está em contato com hospitais particulares a fim de expandir o número desses leitos em função do possível aumento de casos da doença.

Neste momento, a prefeitura está em negociação com os representantes dessas unidades em busca de soluções. “Estamos na fase de negociação com os responsáveis para fazer uma reorganização dos serviços”, disse Izaias. “Nós temos que abrir vagas de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), essa é a necessidade maior. Ao mesmo tempo precisamos abrir vagas de internação. Então, estamos analisando os espaços existentes e a logística do serviço”, completou.

A previsão do prefeito é de que essa reorganização da saúde fosse definida ainda na sexta-feira (27). Até esta segunda-feira (30), Jacareí tem dois casos confirmados de Covid-19 e  investiga duas mortes suspeitas pela doença.

Pronunciamento de Bolsonaro

O prefeito Izaias Santana defende também a quarentena como a principal ferramenta de controle à propagação ao coronavírus. Segundo Santana, as ações realizadas no município ao combate à doença envolve três aspectos, entre eles a restrição de circulação de pessoas.“Nós temos que dividir essas ações em três grupos e o primeiro é a mobilização da sociedade, para evitar a aglomeração de pessoas e promover o isolamento social. Essa não é uma medida fácil de ser implementada e nem de ser decretada”, afirmou. “Por incrível que pareça, o remédio mais eficaz e mais barato é o isolamento. Essa é uma recomendação de toda a comunidade acadêmica, científica e de todos os agentes políticos do mundo”, defendeu.

O prefeito também opinou sobre a forma como o presidente Jair Bolsonaro pode estar errado ao minimizou os efeitos do coronavírus. “O primeiro problema desta fala do presidente é que ele coloca prefeitos e governadores como vilões, pessoas que estão contrariando interesses de grupo. O segundo é que ele dá um discurso para que sua artilharia de campanha faça um trabalho sujo colocando prefeitos, que estão tomando decisões corajosas e responsáveis, na defensiva. O terceiro efeito ruim dessa declaração é que o presidente descredencia decisões técnicas e cientificas do mundo todo. Só ele está certo e o mundo inteiro errado? “, indagou.

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