Jornalista lança livro com histórias de 50 personalidades joseenses
O jornalista e radialista Dirceu Plenamente tem 58 anos de idade, 32 deles dedicados à comunicação, uma área que é, no frigir dos ovos, uma ótima maneira de conhecer gente. Dirceu utilizou suas décadas de amizades cultivadas em São José dos Campos para compilar histórias de 50 personalidades de sua cidade no livro “Sou Parte da História”.


O escritor Dirceu Plenamente, de microfone, e seus entrevistados
Divulgação/Nando Jr.
O jornalista e radialista Dirceu Plenamente tem 58 anos de idade, 32 deles dedicados à comunicação, uma área que é, no mínimo, uma ótima maneira de conhecer gente. Dirceu utilizou suas décadas de amizades cultivadas em São José dos Campos para compilar histórias de 50 personalidades da cidade no livro “Sou Parte da História”, lançado em agosto.
A suposta presunção do título não diz respeito ao próprio escritor, mas a cada um dos entrevistados que encabeçam a publicação e atuaram em segmentos importantes para o desenvolvimento da cidade. Empresários, políticos, esportistas, agentes culturais, entre outros entram nesse seleto rol.
“Queria valorizar essas pessoas que têm identificação com a cidade e contar suas histórias para os mais jovens, que podem aprender muito com elas”, conta o escritor e cidadão joseense, que tem um curioso sobrenome italiano, da região da Calábria.
Entre a meia centena de pessoas retratadas no livro, estão, na área política, personalidades como o político e tenente-coronel Mauro Roberto do Santos e o coronel da Aeronáutica e um dos criadores da Embraer (Empresa Brasileira Aeronáutica), Ozires Silva.
Em seu capítulo, Ozires conta a famosa história da vinda da Embraer para São José. Em 1968, um comitê com o então presidente do Brasil, Humberto Castelo Branco, ia escolher Guaratinguetá para ser sede da principal fábrica de aviões brasileira, mas o tempo nublado fez o avião das autoridades aterrissar no aeroporto militar de São José. Dali, Ozires convenceu o presidente a fincar os interesses em terras joseenses.
Há também nomes como Ana Carolina Reis, bailarina joseense da Vila Paiva, que se tornou dançarina e professora no Balé Bolshoi, da Rússia e a Júlia Vasconcelos, atleta de taekwondo que é a 8ª melhor do mundo e a 1ª no Brasil, que também é de São José.
Caras da cidade
A ideia de documentar histórias dessas pessoas importantes para São José surgiu num projeto do jornalista, semelhante ao do livro, o “Caras da Cidade”. Premiação anual da ACI (Associação Comercial e Industrial) e do jornal Diário da Região que está na sexta edição, o “Caras da Cidade” homenageia 30 pessoas que fizeram parte do desenvolvimento da comunidade.
“Como a gente já faz isso há um tempo, chegou num ponto que as pessoas começam a nos procurar. Em uma cidade com 700 mil pessoas, tem muita história escondida por aí e essas histórias podem servir de exemplo para muita gente”.
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