Joseenses se mobilizam por maioria dos leitos do Hospital Regional
Grupo busca 5 mil assinaturas para unidade atender apenas a RMVale


Abaixo assinado está passando por pontos estratégicos da cidade
Divulgação/Comus
Um grupo composto por médicos, conselheiros da área da saúde e moradores de São José dos Campos se mobiliza para recolher assinaturas em um abaixo-assinado em busca de garantir que a maioria das vagas do novo Hospital Regional de São José sejam destinadas aos joseenses e as demais vagas geridas entre o Estado e a prefeitura.
De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, o hospital vai receber pacientes tanto da RMVale quanto de onze municípios da região do Alto Tietê, entre eles Suzano e Mogi das Cruzes.
A movimentação teve início na última sexta-feira (14), em diferentes pontos da cidade, como a Clínica Sul, UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e na praça Afonso Pena. O objetivo é recolher cerca de 5 mil assinaturas.
Os manifestantes acreditam que as vagas no 148 novos leitos previstos devem permanecer atendendo a Região Metropolitana do Vale do Paraíba, principalmente São José, para que não haja uma “sobrecarga” na demanda de pacientes destinados a nova unidade.
Entre os integrantes a frente de recolher as assinaturas e conscientizar a população está Romildo da Silva Negromonte, membro do Comus (Conselho Municipal de Saúde), que já enxerga a receptividade dos joseenses de forma positiva.
“Eles estão recebendo muito bem e entendem a reivindicação que estamos fazemos. A importância é que a sociedade tenha um atendimento de prioridade na cidade e que depois, caso haja sobra de vagas ai sim poderão ser feitos outros atendimentos”, diz.
Segundo Romildo, o abaixo-assinado é para que haja um entendimento maior entre prefeitura e o Estado. “Nós queremos um envolvimento maior da prefeitura com o Governo do Estado de São Paulo, pois diversas concessões por parte da prefeitura foram feitas para que o hospital fosse construído aqui”, afirma o membro do Comus, que cita o terreno cedido pela prefeitura com termos de isenção de impostos como exemplo.
Após recolher as cerca de 5 mil assinaturas o grupo deve encaminhar o documento para a sede do Comus, que posteriormente enviará para a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.
Mudanças
De acordo com o antigo secretario de Saúde de São José dos Campos Dr. Paulo Roitberg, o problema é a não garantia das vagas para os moradores de São José e outras cidadesd a RMVale, pois a proposto inicial do Estado era outra. “Desde que o hospital foi concebido no papel a ideia era de se ter três Hospitais Regionais, um para o Vale do Paraíba, outro para o Litoral Norte e o último para o Alto Tietê”, afirmou o ex-secretário de saúde de São José.
Em maio, a diretora regional de saúde, Sandra Tutihashi, afirmou, em entrevista ao Meon, que a abrangência do novo hospital segue o conceito de integração do sistema de saúde. “Os leitos vêm para complementar uma necessidade da região, tanto da RMVale, quanto do Alto Tietê”, disse diretora no segundo trimestre do ano.
Na época, o deputado estadual Padre Afonso Lobato (PV) já havia se manifestado com apreensão sobre as mudanças . “Se de fato a gente conseguir absorver essa demanda, tudo bem. Mas é preciso ressaltar que a gente só pode atender uma outra região assim que a nossa estiver atendida. É claro que a vida de uma pessoa que mora aqui e outra que mora lá têm o mesmo valor, mas é importante que as nossas demandas sejam atendidas com esses novos leitos”, explicou o deputado em maio.
Obra
A obra tem investimento de R$ 217,1 milhões. Segundo o governo, a futura unidade atenderá casos de alta e média complexidade em áreas como ortopedia, cardiologia e neurocirurgia. Haverá 148 leitos –destes, 108 cirúrgicos e outros 40 de UTI.
Posts Relacionados

Chuvas em setembro aumenta em 30% o serviço de tapa-buracos

HM recebe classificação A+ da Sociedade Brasileira de Ortopedia

Sete procurados pela Justiça são capturados em menos de seis horas no Vale do Paraíba
