Juros fecham em alta com especulação sobre eleições
As especulações na reta final da corrida eleitoral levaram as taxas de juros futuros a fecharem em alta nesta quinta-feira, 23. Agentes do mercado citaram, à tarde, rumores de que a presidente Dilma Rousseff (PT) apareceria na frente de Aécio Neves (PSDB), fora da margem de erro, nas pesquisas de intenção de voto que serão anunciadas na noite…

As especulações na reta final da corrida eleitoral levaram as taxas de juros futuros a fecharem em alta nesta quinta-feira, 23. Agentes do mercado citaram, à tarde, rumores de que a presidente Dilma Rousseff (PT) apareceria na frente de Aécio Neves (PSDB), fora da margem de erro, nas pesquisas de intenção de voto que serão anunciadas na noite de hoje.
O levantamento Ibope/Estadão/TV Globo, realizado com pouco mais de 3 mil eleitores, deve ser divulgado às 18 horas. Para o Datafolha, realizado apenas nesta quinta-feira, com consulta a quase 10 mil eleitores, não há horário definido.
Na terça-feira, uma sondagem do Datafolha mostrou Dilma em vantagem numérica em relação a Aécio. Dilma manteve 52% dos votos válidos e o tucano continuou com 48%. Quando se considera os votos totais, no entanto, a petista oscilou em alta, com 47%, enquanto Aécio seguiu com 43%.
Pela manhã, foram anunciados dados do desemprego e da inflação. A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 4,9% em setembro. O resultado representou o nível mais baixo da taxa de desemprego para o mês de setembro desde março de 2002 e ficou no piso do intervalo das estimativas dos analistas. A inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) subiu 0,49% na terceira quadrissemana de outubro, na comparação com a segunda leitura do mês, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
No fim do pregão regular na BM&F Bovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2015 (64.795 contratos) tinha taxa de 11,029%, ante 11,022% no ajuste de ontem. A DI para janeiro de 2016 (161.400 contratos) marcava 12,04%, ante 11,96% no ajuste da véspera. O DI para janeiro de 2017 (240.575 contratos) registrava taxa de 12,30%, ante 12,12%. O DI para janeiro de 2021 (173.645 contratos) apontava taxa de 12,10%, de 11,87%.
No exterior, os dados majoritariamente positivos dos Estados Unidos fizeram os yields dos Treasuries subirem. Perto das 16h50, o juro do T-note de 10 anos estava em 2,2880%, de 2,221% ontem. Embora o número de pedidos de auxílio-desemprego tenha subido para 283 mil, ante previsão de +282 mil, a média móvel de pedidos recuou 3 mil, para 281 mil, o menor nível desde maio de 2000. Além disso, o índice de atividade do Fed de Chicago subiu para +0,47 em setembro, de -0,25 no mês anterior.
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