Justiça liberta mulheres envolvidas em assassinato de policial civil
De acordo com a Justiça, a decisão foi tomada, pois não ocorreu flagrante


Policiais encontram o corpo dentro de um caminhão baú que estava estacionado em um galpão
Divulgação/Polícia Civil
As duas mulheres que confessaram participação na morte do policia civil Alessandro Rodolfo de Alvarenga foram soltas nesta sexta-feira (19) por decisão da Justiça de São José dos Campos.
A liberdade foi concedida durante uma audiência de custódia, um dia depois do crime.
O corpo do policial foi encontrado com sinais de tortura em um galpão na madrugada de quinta-feira (18) no bairro Palmeiras de São José, na zona sul da cidade.
Em nota enviada ao Meon, o Tribunal de Justiça de São Paulo informou que a decisão da juíza Naira Assis Barbosa se baseia em questões formais “na medida em que não se verificou, no caso concreto, uma situação de flagrante, nos termos do artigo 302, do Código de Processo Penal”.
Procurado pela reportagem, o delegado responsável pelo caso, Hugo Leonardo Pereira, preferiu não comentar o assunto.
Segundo a Polícia Civil, as duas mulheres confessaram que doparam a vítima a mando do autor do crime, que já foi identificado e é procurado.
O crime
Na quarta-feira (17), o carro do policial civil, um Volvo C30, foi encontrado abandonado próximo ao viaduto do bairro de Eugênio de Melo, na região leste da cidade. Um dia depois, o corpo dele foi achado em um galpão na zona sul.
Em depoimento à polícia, as duas mulheres disseram que foram contratadas por um homem para atrair a vítima até uma emboscada. As investigações indicam que a motivação do crime teria sido uma dívida que não teria sido paga pelo autor do crime.
O policial morto, Alessandro Rodolfo de Alvarenga, conhecido como Kadu, morava em São José dos Campos, mas trabalhava no 50 º Distrito Policial, em São Paulo. Era divorciado e pai de três filhos.
Colaborou Felipe Kyoshy
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