Keanu Reeves é astro de refilmagem de lenda japonesa

No filme, personagem de Keanu Reeves foi criado por seres da floresta Divulgação Keanu Reeves fez a passagem do cinema de autor – “Garotos de Programa”, de Gus Van Sant – para os blockbusters, com “Velocidade Máxima”. A série “Matrix”, dos irmãos Wachowski, consolidou seu prestígio em Hollywood. Poderia facilmente ser um ‘astro’. Mas Keanu […]

Escrito por: Luiz Carlos Merten3 min de leitura
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No filme, personagem de Keanu Reeves foi criado por seres da floresta

Divulgação

Keanu Reeves fez a passagem do cinema de autor – “Garotos de Programa”, de Gus Van Sant – para os blockbusters, com “Velocidade Máxima”. A série “Matrix”, dos irmãos Wachowski, consolidou seu prestígio em Hollywood. Poderia facilmente ser um ‘astro’. Mas Keanu – cujo nome quer dizer ‘brisa fresca que sopra do mar’ – não faz o jogo das celebridades. E faz escolhas erráticas que desconcertam o público. Depois do remake de “O Dia em Que a Terra Parou”, ele faz agora Oishi, o mestiço de 47 Ronins.

A história – verdadeira ou lenda – remonta a fatos que teriam ocorrido no Japão do século 18. O país viveu fechado no feudalismo até o limiar do século 20. Lorde Asano, o senhor feudal, foi acusado de atacar o favorito do xogun. Foi condenado a fazer haraquiri. Morto o chefe, seus samurais – guarda-costas – caíram em desgraça e viraram ronins. Mas eles se uniram para vingar Asano. Viraram um símbolo de resistência contra a tirania Mais que isso – por agirem, mesmo colocados à margem, segundo os códigos do bushido, tornaram-se representações da coragem, da dignidade e da honra na sociedade japonesa.

DVD

Grandes diretores contaram essa história. Agora mesmo, saiu em DVD, pela Versátil, uma caixa com diferentes versões da história dos 47 ronins. Kenji Mizoguchi, Hiroshi Inagaki e Kunio Watanabe são os diretores. Carl Rinsch é quem assina a versão estrelada por Keanu Reeves. Há uma explicação para a mestiçagem do herói – ele é filho de um marinheiro inglês com uma camponesa do Japão. Não é aceito como samurai, mas possui as melhores qualidades a eles associadas.

O vilão da nova versão de 47 Ronins, responsável pela morte de Lorde Asano, é protegido pela amante feiticeira. Mas Oshi (Reeves) foi criado pelos seres da floresta e possui habilidades especiais. Os 47 reúnem-se para vingar Asano e libertar sua filha. Por conta da feiticeira, existem muitas cenas fantásticas – de monstros -, narradas com efeitos que exigem tecnologia de ponta. Mas a essência é a clássica história de samurais. Amor impossível, dignidade, honra. Difícil não se lembrar de O Último Samurai, de Edward Zwick, com Tom Cruise. São filmes que trafegam entre diferentes culturas. Que buscam harmonizar diferentes culturas.

A história dos 47 ronins é tão bonita. Pode ser contada, e vem sendo, de muitas formas. O fato de se preferir outras à de Mizoguchi, mais austera – não anula a eficiência da de Rinsch e Reeves como (grande) espetáculo.

47 RONINS – Direção: Carl Rinsch. Gênero: Ação (47 Ronin, EUA/2012, 127 min.). Classificação: 14 anos.

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