Leite em caixa puxa alta da cesta básica na RMVale, aponta Nupes
Período de entressafra e o alto custo de produção influenciaram


Prateleira de supermercado com caixas de leite
Antonio Cruz/ABr
A alta no preço do leite em caixa deixou a cesta básica mais cara na região. A pesquisa divulgada pelo Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais) da Unitau (Universidade de Taubaté), revela que o leite apresentou alta de 11,99%, alcatra (4,70%) e feijão carioquinha (4,26%). O balanço avalia mensalmente o valor da cesta básica em quatro cidades da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte).
No mês de julho, o valor da cesta básica familiar na região para uma família de cinco pessoas passou de R$ 1.533,16 (junho) para R$ 1.542,04. O relatório leva em consideração o poder de compra de cinco salários mínimos. Segundo o Nupes, Taubaté continua o o menor preço da cesta básica (R$ 1.535,18) e Campos do Jordão com o maior custo (R$ 1.550,16).
Em São José dos Campos, o custo da cesta é de R$ 1.541,82, com variação de 3,28% em relação ao mês anterior. Já em Caçapava o valor da cesta é de R$ 1.550,16, com variação de 3,24%. Na região, o custo médio foi de R$ 1.542,04, variação de 3,28%.
Produtos
Em Taubaté, o leite de caixa teve aumento de 24,41%, seguido do iogurte (21,11%) e do arroz agulhinha (3,08%). O mamão formosa teve queda de 2,86% no preço. Em São José, o leite de caixa também foi o vilão da cesta, com aumento de 9,48% no preço. O feijão carioquinha (7,10%) e o açúcar refinado (6,37%) tiveram acréscimo. A abobrinha (-26,35%), cenoura (-11,27%) e tomate (-8,38) apresentaram queda.
A cesta em Caçapava ficou mais cara com o aumento de 17,18% no preço, seguido pela bisteca de porco (8,22%) e arroz agulhinha (2,37%). A cebola teve queda de 47,49%. Em Campos, o feijão carioquinha teve acréscimo de 7%, o preço da alcatra teve aumento de 5,5% e do leite de caixa 5,47%. A cebola teve queda de 29,38%.
Explicação
De acordo com o Nupes, o preço do leite de caixa está mais alto por conta do período de entressafra e o alto custo de produção que está reduzindo a oferta, o que eleva o preço. A situação deve permanecer até o mês de setembro, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
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