Artigo: Lula candidato para unir o Brasil
Desde 2013, vivemos um processo de ruptura dos valores democráticos no Brasil. No ano em que havia pleno emprego, crescimento do Produto Interno Bruto, conquistas históricas para trabalhadores rurais e empregadas domésticas, setores da sociedade brasileira saíram às ruas para protestar. A princípio pareciam ser contra o reajuste da passagem de ônibus. Mais tarde, foram […]

Desde 2013, vivemos um processo de ruptura dos valores democráticos no Brasil. No ano em que havia pleno emprego, crescimento do Produto Interno Bruto, conquistas históricas para trabalhadores rurais e empregadas domésticas, setores da sociedade brasileira saíram às ruas para protestar. A princípio pareciam ser contra o reajuste da passagem de ônibus. Mais tarde, foram ganhando seu rosto definitivo: contra a ascensão do povo, contra as conquistas sociais, contra o PT.
Apesar disso, ganhamos as eleições presidenciais pela quarta vez consecutiva. Porém, em consequência da crise econômica internacional que também afetou o Brasil e da fragmentação das forças no Congresso Nacional, a presidenta reeleita Dilma não conseguiu governar.
Eduardo Cunha e Aécio Neves, com posturas de ódio, incendiaram o país com a ajuda de milícias, financiadas pelo dinheiro de petroleiras estrangeiras e de parte das corporações e associações (como a Fiesp). Por fim, ganharam um reforço de peso, um traidor: Michel Temer.
O combate à corrupção, fortalecido pelos governos Lula e Dilma, com o fortalecimento dos órgãos de controle, foi instrumentalizado por alguns agentes do Estado para fustigar o governo e perseguir membros do Partido dos Trabalhadores e, em especial, Lula (com a Operação Lava Jato).
Desde 2015, já denunciávamos que o objetivo da Operação Lava Jato era dar munição aos adversários das políticas de inclusão, de ampliação de direitos dos mais pobres e das mulheres e, com isso, derrubar o governo, o que efetivamente aconteceu em 2016.
Da mesma forma que houve o impeachment da presidenta Dilma sem crime de responsabilidade, Lula é condenado por um crime inexistente, pela não posse de um apartamento.
Os principais juristas do Brasil e do exterior já manifestaram a inconsistência da sentença do juiz Moro. Personalidades do mundo têm feito manifestação de apoio ao direito de Lula voltar a ser candidato a presidente, em respeito à soberania popular.
Aliás, Lula perdeu três eleições e respeitou o vencedor. Se as forças que representam o projeto político neoliberal (como o PSDB, PMDB e aliados), cuja plataforma é o fim do emprego com carteira assinada e aposentadoria depois de 40 anos de contribuição e mais de setenta anos, que vençam Lula e o PT nas urnas!
Como desde a parte da manhã, uma rede de TV já antecipava o resultado do julgamento do recurso do presidente Lula, o roteiro do golpe está sendo seguido à risca pelos setores sociais que o engendraram.
A diferença é que o povo percebeu que o combate não é à corrupção, mas sim ao seu direito de se aposentar, de trabalhar com carteira assinada, de colocar seu filho na universidade pública ou na creche de tempo integral, de realizar o sonho da casa própria e viajar de avião. Parte do judiciário adotou outros referenciais, que não a jurisprudência nacional, para julgar Lula e outros companheiros, pois esse é o roteiro que o mercado deseja. Tanto que não acharam malas de dinheiro na casa do Lula, não gravaram vídeos de Lula combinando propina, muito menos contas no exterior.
Apesar disso, o presidente Lula permanece com a tranquilidade e a consciência do líder que é, cuja tarefa é restaurar a dignidade e a alegria dos brasileiros.
É o nosso candidato a Presidente da República para fazer o país voltar a crescer, a gerar empregos com carteira assinada, a garantir a aposentadoria ao trabalhador e a cuidar de quem mais precisa da proteção do Estado: a população.
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