Mais de 3 mil empresas já aderiram movimento ‘Não Demita’
Campanha incentiva manutenção do emprego durante pandemia do coronavírus


Muitos brasileiros estão preocupados com a crise econômica que o país pode enfrentar por conta da paralisação de atividades e isolamento social, motivados pela pandemia do novo coronavirus.
Com as demissões em massa e medidas para controlar a crise, empresários lançaram a campanha ‘Não Demita’. O movimento incentiva a manutenção do emprego ao invés da demissão e pretende evitar ou minimizar um possível colapso econômico e social.
Até o momento, cerca de 3,2 mil empresas já aderiram o movimento. Entre as companhias, lojas de varejo, bancos, corretoras, construtoras, além de empresas do setor alimentício, econômico e de saúde, participam da campanha.
“A primeira responsabilidade social de uma companhia é retribuir à sociedade o que ela proporciona a você – começando pelas pessoas que dedicam suas vidas, todo dia, ao sucesso do seu negócio. É por isso que nossa maior responsabilidade, agora, é manter nosso quadro de funcionários”, diz trecho do site.
A campanha pede que empresários assumam o compromisso de manter seus quadros de funcionários pelo menos até o fim de maio.
Jardel Busarello, gerente do Sebrae SP na RMVale e Litoral Norte, também incentiva que deixem demissões para último caso. Ele aconselha que em primeiro lugar, empresários definam todos os custos fixos das empresas e tentem reduzi-los da melhor forma possível.

Quando diz custos fixos, Jardel se refere a custos como aluguel, água e energia, ou seja, custos que não atinjam diretamente os empregados.
Ele também orienta que os empresários se mantenham atualizados em todas as oportunidades e pacotes liberados pelo governo federal e estaduais.
“Dentro do Sebrae, na página inicial, temos um hotsite que diariamente passa por curadoria de consultores especialistas com as informações do dia anterior nas esferas federal e estadual, deixando claro para leitor entender as mudanças e possibilidades”, aconselha. Veja no link.
Telma Vila, criadora de uma plataforma de vendas da região, concorda e acredita que a demissão pode causar uma série de impactos e problemas sociais, dificultando a condição do país.
“Eu acho que realmente existe extrema necessidade do empresário manter seus funcionários”, alega.
Ela pontua que conversou com seus funcionários para ponderar as melhores alternativas, e isso ajudou a traçar o futuro da empresa, que optou por migrar toda a plataforma para o online.
“Foi uma forma de ajudar quem já estava conosco, e ajudar outras pessoas também”, conclui.
A empresária Andrea Delfino, proprietária da empresa Vale Benefícios, conta que precisou se adaptar e criar alternativas para não demitir nenhum funcionário. Segundo ela, estão todos trabalhando de home office, recebendo o mesmo salário, sem nenhuma alteração.
“A gente tá conseguindo ter um bom resultado com isso, não deixa a equipe desmotivar. A crise existe, mas a gente precisa procurar alternativas pra não desanimar e não falir”, diz.
Posts Relacionados


Ecomuseu CSJ realiza Mutirão no Dia Mundial da Limpeza no Jardim Pararangaba

Semana Nacional do Trânsito tem ações educativas nas rodovias do Vale do Paraíba
