Mais uma liderança do MBL ganha cargo comissionado na prefeitura

Já são dois nomeados; salário pode chegar a R$ 7 mil mensais

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
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Lohan Fuly (esq.) e Sandro Mendes (dir.) ganharam cargos comissionados

Reprodução/Facebook

Mais um integrante do MBL (Movimento Brasil Livre) de São José dos Campos ganhou cargo comissionado no governo Felício Ramuth (PSDB).

Sandro Souza Mendes, conhecido como uma das lideranças do MBL em São José,  foi nomeado como assessor administrativo da Secretaria de Governança.

A portaria com a nomeação foi publicada na página 14 do Boletim do Município do dia 23 de maio, que está disponível para consulta no site da prefeitura. O salário para o cargo varia de R$ 6.497,72 a R$ 7.026,54, de acordo com o Portal da Transparência.

Esta é a segunda nomeação de pessoas ligadas ao MBL para cargos de confiança na prefeitura. O primeiro foi o advogado do movimento, Lohan Souza Fuly, que está como coordenador da Secretaria da Educação e Cidadania mas atua de fato em outra função e outra secretaria –é assessor jurídico da Secretaria de Mobilidade Urbana.

Sandro foi um dos proponentes de um pedido de cassação do ex-prefeito Carlinhos Almeida (PT) protocolado na Câmara, no ano passado, pelo MBL. Na época, o documento acusava o petista de suposta infração político-administrativa –o pedido acabou não conseguindo o número mínimo de votos necessário para ser acolhido.

Outro lado

Filiado ao PROS, Sandro afirma que deixou o MBL em fevereiro para tocar projetos particulares. Ele nega que sua nomeação tenha relação com sua atuação no MBL.

“Foi uma proposta interessante profissionalmente para mim. Sou profissional de marketing e fui procurado pela prefeitura para trabalhar com a comunicação em uma área que gosto muito, no relacionamento com pessoas. Foi uma surpresa. Não tinha essa pretensão, mas a proposta foi boa profissionalmente”, afirma.

Apesar da nomeação estar vinculada à Secretaria de Governança, o assessor diz trabalhar no departamento de relações comunitárias.

Procurada, a Prefeitura de São José disse, por meio da assessoria de imprensa, que não ia comentar o caso.

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