Manifestações marcam o 1º de Maio na América Latina
Milhares de cubanos marcharam ao som de tambores nesta quinta-feira em celebração ao Dia Internacional do Trabalho. Manifestações similares foram registradas em vários outros países latino-americanos, com isolados casos de incidentes. Na Praça da Revolução, em Havana, médicos desfilaram com seus jalecos, empregados com seus uniformes e…

Milhares de cubanos marcharam ao som de tambores nesta quinta-feira em celebração ao Dia Internacional do Trabalho. Manifestações similares foram registradas em vários outros países latino-americanos, com isolados casos de incidentes.
Na Praça da Revolução, em Havana, médicos desfilaram com seus jalecos, empregados com seus uniformes e operários com cartazes artesanais que identificavam seus sindicatos. Bandeiras cubanas e faixas com fotos do ex-presidente Fidel Castro e do atual, Raúl Castro, eram vistas na marcha.
“A presença massiva dos trabalhadores constitui a mais genuína mensagem ao mundo de unidade e respaldo inquebrantável da revolução”, disse o líder da Central dos Trabalhadores de Cuba, a única associação de sindicatos do país, Ulises Guilarte de Nacimiento.
Em outros países, no entanto, houve confrontos. Na Venezuela, aliados do governo e opositores mediam forças nas ruas em diferentes passeatas para comemorar o Primeiro de Maio em meio a crise política e econômica que impera no país.
Os grupos de esquerda e o sindicalismo celebraram de forma separada e em distintos atos na Argentina. A esquerda se mobilizou em frente à sede do governo para manifestar o seu desacordo em relação às negociações salariais dos diversos setores da economia e reivindicando um aumento maior do salário mínimo.
Na Bolívia, uma passeata se encerrou na frente do palácio do governo em La Paz, de onde o presidente Evo Morales anunciou um aumento geral de 10% nos salários, conforme acordado com a Central Operária Boliviana. O líder não informou sobre a nacionalização de nenhuma empresa, quebrando a tradição que marca o Primeiro de Maio no país desde 2006.
Em El Salvador, o presidente eleito, o ex-guerrilheiro Salvador Sánchez Cerén, participou de uma grande marcha e diante dos manifestantes se comprometeu a manter um diálogo permanente com os trabalhadores e prometeu ouvir suas demandas.
Na Colômbia houve diversas marchas, todas elas pacíficas e que marcaram o Primeiro de Maio mais pacífico no país nos últimos anos, segundo declarou o diretor da polícia nacional, general Rodolfo Palomino.
No Panamá, milhares de trabalhadores fizeram uma manifestação em frente à Praça Cinco de Maio, marcando o Dia do Trabalho em meio a enorme greve geral que o sindicato da construção civil comanda por melhores salários e outros benefícios.
Na Nicarágua, as autoridades não realizaram o tradicional desfile militar dos sandinistas porque o país se encontra em estado de alerta por conta dos fortes sismos que sacodem o território desde 10 de abril. A comemoração foi realizada na noite de ontem. Fonte: Associated Press.
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