Médico indiciado por homicídio é solto uma semana após prisão
João Batista foi detido em Caçapava no último dia 14

O médico João Batista do Couto Neto suspeito de causar 42 mortes de pacientes e lesões em outros 114 em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre foi solto nesta terça-feira (19), após obter liminar da Justiça.
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Ele havia sido detido durante um atendimento no Hospital Municipal de Caçapava (SP), na quinta-feira (14), indiciado por homicídio doloso qualificado de três pacientes, pela Justiça do Rio Grande do Sul, em novembro.
Couto Neto mudou-se do estado para o interior de São Paulo e continuou exercendo a profissão. A polícia já tinha um mandado de prisão preventiva contra ele, expedido pela Vara do Júri da Comarca de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, no dia 12.
O delegado responsável pelo caso, Tarcísio Kaltbach, esclareceu, no dia da detenção do médico, que o indiciamento se deu por homicídio doloso qualificado pelo motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima, agravado por violação de dever inerente à profissão e praticado contra vítima maior de 60 anos de idade.
No alvará de soltura, a Justiça determinou condições para que ele conseguisse a liberdade. Além de ficar impedido de atuar como médico enquanto o processo segue em andamento, o médico também não pode tentar contato com supostas vítimas ou testemunhas, por exemplo.
O delegado disse que o médico Couto Neto, se condenado, pode receber pena de reclusão que varia de 12 e 30 anos.
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