A fintech que nasceu numa garagem agora quer R$ 1 bilhão e lançou a própria maquininha.

No Asaas Connect, em São Paulo, a empresa apresentou a Asaas Smart, que junta pagamento, conta digital e sistema de gestão no mesmo aparelho.

Escrito por: Armindo Ferreira3 min de leitura
Foto: Armindo Ferreira
Foto: Armindo Ferreira

O Transamerica Expo Center, em São Paulo, recebeu o Asaas Connect, evento que celebrou a fase de expansão da fintech. A empresa projeta chegar a R$ 1 bilhão em faturamento até o fim deste ano, e o anúncio central do dia foi a Asaas Smart, uma maquininha que traz dentro do próprio aparelho a conta digital e o sistema de gestão do negócio.

A aposta se apoia em números grandes. Em 2026, o Asaas já movimentou mais de R$ 50 bilhões em TPV, que é o volume total de pagamentos processados, e antecipou R$ 1,4 bilhão em recebíveis, ou seja, dinheiro de vendas que o comerciante só receberia no futuro.

A Asaas Smart foi pensada para quem precisa imprimir comprovante, como lojas, clínicas, consultórios, pet shops, oficinas e restaurantes. Aceita débito e crédito, à vista e parcelado, pagamento por aproximação, chip, tarja magnética e Pix por QR Code na tela, além de voucher e multibenefícios. A contratação é feita pelo painel web do cliente, e o dinheiro das vendas cai direto na conta Asaas, sem conta separada para receber. O aparelho funciona como um computador independente, sem depender de celular ou tablet no balcão.

Para o CEO Diego Contezini, o evento mostrou o tamanho do caminho percorrido. “É esse momento que a gente relembra lá quando começou, quando era numa garagem, literalmente, nesse início na tecnologia, no empreendedorismo, e ver onde a gente chegou é um baita orgulho”, disse. Sobre entrar no mercado de maquininhas, ele foi direto: “Nós somos especialistas em software. A tecnologia evoluiu para o ponto em que, ao fazer maquininha, o grande diferencial está em fazer software”. O mercado é concorrido e cheio de nomes estabelecidos, e a resposta do Asaas é a integração: a venda feita no balcão já entra no sistema da empresa, sem importar ou conferir dados de outras fontes.

Fora do palco, os estandes funcionaram como um balcão de negócios de verdade. Iuri Moura, fundador da Emanda, viajou de São José dos Campos para ampliar contatos. Acostumado a vender, resolveu inverter o papel: “A gente tá aqui realmente como um potencial cliente de várias soluções”. Ele saiu com um acordo, já que a Emanda virou parceira da Flapp Store, o marketplace de soluções do Asaas, que dá acesso indireto a mais de 300 mil CNPJs da base da fintech. E resumiu o espírito de feira: “Cada vez que você vai a um evento, você volta cansado, só que renovado para o dia seguinte ter outras coisas para poder fazer”.

A programação teve mais de uma dezena de palestrantes e a gravação de uma edição do Shark Tank Batista. João Branco defendeu que o diferencial competitivo está em criar serviços que o cliente realmente ame, e não em inventar algo complexo. Karla Marques levou o caso da Cimed para falar de humanização e disse que é preciso “dar a cara a tapa” nas redes, porque a presença dos fundadores gera uma confiança que um logotipo sozinho raramente alcança.

Armindo Ferreira
Armindo Ferreira

Redator

Armindo Ferreira, que acumula mais de 15 anos de experiência na cobertura de tecnologia. Ao longo da carreira, passou pela TV Globo, foi colunista de tecnologia do SBT News, apresentador da TV Thathi SBT e é autor do Blog do Armindo, um dos mais antigos veículos independentes de cobertura tecnológic…

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