Tecnologia e envelhecimento: entre desafios e oportunidades

A inclusão digital não é apenas uma questão de modernidade, mas de cidadania e inclusão

Escrito por: Luiz Eduardo dos Santos2 min de leitura
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Tecnologia e juventude parecem estar conectadas através de equipamentos como celulares, que nas mãos dessas pessoas abastecem o conteúdo das redes sociais. Porém a tecnologia também faz parte, cada vez mais, da vida de um número grande de pessoas idosas. Isso pode ser um desafio para alguns deles, mas para outros, uma oportunidade de ampliar vínculos, oportunizar a autonomia, independência e participação.

Nos últimos anos, a inclusão digital entre as pessoas idosas no Brasil vem crescendo de modo marcante. Segundo dados da IBGE, em 2023 cerca de 66% das pessoas com 60 anos ou mais já acessavam a internet — contra apenas 24,7% em 2016. Além disso, o porcentual de idosos com telefone celular também aumentou, 78,1% das pessoas idosas possuiam celular em 2024, que permanece como a principal via de acesso à rede.

Porém, ainda é muito forte o chamado “divisor digital”: não são todas as pessoas idosas que têm acesso fácil a computadores, internet ou smartphones. Muitos esbarram em barreiras econômicas, de usabilidade ou até de confiança. Mas quando esses obstáculos são superados, os resultados são visíveis: videochamadas que aproximam famílias, grupos virtuais que promovem convivência, aplicativos que ajudam na saúde, no cuidado diário e no acesso à bens e serviços.

A inclusão digital não é apenas uma questão de modernidade, mas de cidadania e inclusão. Em tempos em que serviços públicos, bancos e até consultas médicas se tornam digitais, estar desconectado pode significar estar excluído. Por isso, oferecer apoio, cursos e ferramentas acessíveis é uma forma de garantir direitos e promover acessibilidade.

Se a tecnologia pode parecer fria e impessoal, ela também é capaz de criar pontes e promover a intergeracionalidade. Ao aprender a usar um celular ou uma rede social, a pessoa idosa não apenas acessa informações: ela amplia horizontes, fortalece vínculos e se reinventa. E é nessa reinvenção que percebemos: o envelhecer também pode ser conectado.

Luiz Eduardo dos Santos
Luiz Eduardo dos Santos

Caminhos do Envelhecer

Luiz Eduardo dos Santos, gerontólogo, mestre em Gerontologia pela UFSCar e administrador de empresas, com atuação voltada à Saúde Coletiva, envelhecimento, direitos da pessoa idosa e qualificação de políticas públicas. Possui experiência na coordenação e assessoramento de projetos em atenção à saúde…

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