Felipe Cury e o Carnaval pra gente sambar
Uma reflexão sobre a festa carnavalesca

É CARNAVAL
O PENSAMENTO: “… o importante é ser fevereiro e ter carnaval pra gente sambar…”:♫
O FATO: Jamais tive a pretensão de condenar a folia ou atribuí-la à coisa do diabo. Muito menos fazer a apologia desenfreada dos carnavais de todos os tempos. CARNAVAL é simplesmente a festa do povo. Quanto riso, oh! Quanta alegria. Mais de mil palhaços felizes no Salão. Carnaval bom é o de hoje e de todos os anos, desde quando nasceu.
Carnaval é um festival do cristianismo ocidental que ocorre antes da estação litúrgica da Quaresma.
Mas, não vamos às convenções históricas. Vamos extravasar a alegria, relembrar os momentos de terna felicidade, pensar nos pierrots e nas colombinas e principalmente curtir as músicas que sempre nos encantam e não se apagam.
Só para provocar sua saudade, quero tirar dos recônditos do seu coração as canções, marchas ranchos, os frevos e sambas de amor, resolvi levar às suas recordações, algumas relíquias que perduram para todo o sempre. Vamos a elas:
– Óh! Jardineira por que está tão triste…
– É dos carecas que elas gostam mais…
– As pastorinhas
– Chegou a turma do funil
– Você pensa que cachaça é água…
– Alla lá ô
– Mamãe eu quero mamar…
– Quem sabe, sabe, conhece bem, como é gostoso gostar de alguém.
– Marcha da cueca
– As águas vão rolar…
– Daqui não saio, daqui ninguém me tira…
– Olha a cabeleira do Zezé
– O teu cabelo não nega
– Maria sapatão
– Hei! Você aí, me dá um dinheiro aí.
– Cidade Maravilhosa
– Eu bebo, sim! Tem gente que não bebe e tá morrendo,
Essas, meu Amigo-leitor, são apenas algumas poucas músicas que me lembro dos carnavais que pulei com alegria, samba no pé, muito pouco sóbrio, emoções ricas recordações que se eternizam.
O CARNAVAL se methamorfosea (neologismo), mas não acaba. Nasceu com os blocos de rua, nas praças, nos jardins floridos e encantados, foi para os clubes granfinos ou populares, restaurantes, Trio Elétrico na Bahia, Políticos e bicheiros no Rio de Janeiro, nos bares e botequins, a evolução social fez surgir até sambódromos. Mas nunca perdeu a pose da alegria.
Vamos para o CARNAVAL, com ou sem fantasia, ainda que sonhando acordado. Lembro, com vontade de chorar de uma canção triste: “Quarta feira de Cinzas amanhece, e na cidade há um silêncio que parece que o próprio mundo de despovoou, um toque de clarim, além distante, vai levando consigo agonizante restos do Carnaval que passou. E repetem-se as cenas de costume: cacos dispersos de lança perfume, serpentinas e confetes pelo chão …
Você pode, muito bem enriquecer o repertório das canções. Pode sonhar, viver sonhos e insistir na saudade. Faz bem, para a saúde e para o espírito. Vá em frente.
– Máscara Negra
– “Se a canoa não virar”
– Bandeira branca amor, eu quero paz
– Chegou a turma do funil
– Óh! Jardineira por que estás tão triste…
– Máscara negra.
– Marcha do remador
COLUNISTA
Felipe Antônio Cury, mineiro de Três Corações, reside há mais de 60 anos em São José dos Campos.
Formado em Ciências Jurídicas e Administrativas, pela Fundação Joseense de Ensino, foi Professor de Língua Portuguesa e Comunicação, na Escola Técnica “Olavo Bilac”.
Foi presidente da ACI – Associação Comercial e Industrial de São José dos Campos, por 8 anos, além de ocupar outros importantes cargos em diversas instituições do município.
