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Silvia Máximo se prepara para novos desafios. Após 30 anos como promotora de justiça, na Vara da Infância e Juventude, ela se dedica agora a uma aposentadoria, mas sem folga. Nos próximos meses ela já se senta na cadeira do novo escritório de advocacia e ainda, dá inicio, ao lado do marido, da elaboração de […]















Silvia Máximo se prepara para novos desafios. Após 30 anos como promotora de justiça, na Vara da Infância e Juventude, ela se dedica agora a uma aposentadoria, mas sem folga. Nos próximos meses ela já se senta na cadeira do novo escritório de advocacia e ainda, dá inicio, ao lado do marido, da elaboração de um trabalho social, dentro da área que atuou durante todos esses anos. Confira na entrevista especial da semana.
Como você resume o ano de 2014 na vida pessoal e profissional?
O ano de 2014 pra mim foi emblemático. Primeiro porque eu me aposentei depois de 30 anos de serviço no Ministério Público do Estado de São Paulo, como promotora de justiça, de São José dos Campos. Foi um marco na minha vida. Nesse mesmo ano recebi a inscrição da OAB, e isso significa que vou começar a advogar. Então, pra mim, foi muito significativo. Já em março pretendo inaugurar meu escritório e atuar como advogada. Por outro lado, na minha vida pessoal, eu completei 30 anos de casamento. Essa data é muito bonita, especial. Agora, com mais tempo, vamos eu e meu marido, nos dedicar mais ao serviço social. Gosto muito de lidar com idosos, crianças e adolescente e vou me dedicar aos serviços voluntários.
O que mais marcou nesses últimos 12 meses como promotora?
O que mais me marcou nesse ultimo ano, particularmente em dezembro, foi a mudança do código civil que aprovou a guarda compartilhada. A medida veio para garantir a manutenção da convivência entre pais e filhos que na verdade é o que importa. Com a ressalva, é claro, que só haverá a guarda compartilhada se ambos os pais estiveram aptos para o exercício do poder familiar. Eu vejo com muito bons olhos. Vai trazer muitos benefícios para as crianças e adolescentes que vivem numa família com pais divorciados.
O que você vê como dificuldade na lei? Você apoia mudanças?
Como promotora e agora como advogada acho que realmente chegou a hora de passarmos por uma revisão da legislação. Porque a dificuldade que eu via como promotora diz respeito à aplicação das medidas socioeducativas. E com esse aumento da criminalidade, com a precocidade do ingresso dos adolescentes em relação a pratica de crimes, acho que até já passou da hora para mudanças.
O que faltou para os jovens na política pública da cidade?
Os programas municipais de acompanhamento às crianças em situação de risco e aos jovens em conflito com a lei, eles merecem um olhar mais atento do poder público. Eles devem passar por uma reestruturação para melhorar o atendimento. Faltam técnicos, há uma demanda reprimida muito grande e o serviço não está atendendo o suficiente. O resultado disso são processos que acabam passando por um atraso inconcebível e famílias carentes que não recebem o atendimento necessário.
Se convidada você aceitaria um cargo político?
Eu nunca pensei em assumir um cargo político, embora seja filha de político, meu pai já foi deputado federal, estadual e secretário de governo; Estou muito acostumada, cresci nesse meio e sei muito bem como funciona. Sempre me despertou interesse administração pública, cargos no executivo, no legislativo. É interessante, seria um desafio na minha vida, e claro, sempre devemos estar abertos a qualquer tipo de mudança. Mas nunca me passou pela cabeça e nunca recebi nenhum tipo de convite nessa área.
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