Indústria 4.0 e a Educação?

Reflexões pós-pandemia

Escrito por: Iolene Lima3 min de leitura
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Falamos hoje em ecossistemas de negócios, interdependentes e coligados. Em inteligência artificial, comunicação digital e velocidade da informação. De fato as 3 primeiras revoluções industriais trouxeram a produção em massa, as linhas de montagem (olha Ford aí), a eletricidade e proporcionaram a chegada até a tecnologia da informação. Esse conjunto de fatos trouxe elevação na renda dos trabalhadores, competição acirrada no mercado e condução ao desenvolvimento econômico global. A quarta revolução industrial, que estudiosos dizem que vivemos hoje, trouxe impactos profundos para a sociedade e se caracteriza pelo desenvolvimento de um conjunto de tecnologias que permitem a integração, a fusão do mundo físico, digital e biológico. Chegou a era da inteligência artificial e da internet das coisas. Fantástico!

Entretanto, nesse contexto de grandes avanços, aparece a Covid-19. O estado de pandemia mundial. O Brasil, como os demais países, passa por uma profunda crise, a economia afetada, o consumo mudando e o risco de recessão é eminente. Entretanto, diante desse cenário que poderia ser catastrófico, abre-se uma janela de oportunidades para a inserção do novo, do diferencial, da conexão entre empresa e cliente. Aprendemos que nem tudo precisa ser no presencial, o digital, o virtual se consolidou como possível. Já temos empresas instalando o home office como “normal”, algumas vendendo somente pela plataforma, deixando definitivamente o mundo físico. A transformação de fato está acontecendo.

E a educação nesse cenário de mudanças? Estávamos inseridos num “modelo1.0”, quase do século XVIII, com processos engessados e os resultados enquanto nação cada vez piores. Os dados do PISA corroboram que o país apesar do investimento financeiro público, necessita avançar urgentemente. Não podemos nos contentar com índices inexpressivos em linguagens e matemática, por exemplo, como se isso fosse natural. Não é. Fala-se tanto em equidade na aprendizagem e o que vemos é o aumento da vala entre público e privado. A qualidade da aprendizagem observada pelas evidências nas avaliações externas é deplorável.

De fato, o estado de pandemia nos auxiliou a mergulharmos profundamente no mundo digital, a rever nossas práticas, a ousar mudar. Saímos de aulas expositivas presenciais e nos aprofundamos em edição de vídeos, podcasts, animação e outras ferramentas digitais para que o ensino chegasse nas casas e alcançasse a atenção dos estudantes. Isso basta? Não! Mas, já foi um grande avanço. Fomos lançados, como num foguete, para um novo tempo. A tecnologia enfim chegou à educação de ponta a ponta.

Problemas? Obviamente que sim. Mas, precisamos comemorar o avanço. A pandemia vai acabar e o que não podemos perder com o retorno presencial é o que de fato ganhamos: aprendizagem tecnológica.

Iolene Lima
Iolene Lima

Pedagoga com Especialização em Orientação Educacional, Administração Escolar e Supervisão Escolar. Pós-graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional, MBA em Gestão de Instituições Escolares e Qualidade Educacional. Palestrante e coach de gestores escolares, proprietária da Alcance C…

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